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sábado, 27 de fevereiro de 2016

diy - Método de Limpeza com Óleo (mlo)

Ora, como o prometido é devido e, neste caso, já vem atrasado, vou dar-vos a minha “receita” caseira de beleza.
Como tinha dito na publicação anterior, decidi começar a trocar os artigos das indústrias farmacêutica e cosmética por produtos o mais naturais possível e não podia estar mais satisfeita com a minha escolha.






Depois de um diagnóstico de acne/rosácea seguido de anos e centenas de euros gastos em consultas de dermatologia e produtos recomendados, sem nenhuma eficácia permanente e passando por momentos muito bons e momentos de enorme regressão, decidi que estava na altura de experimentar algo diferente. Estava na altura de ter controlo naquilo que meto no meu organismo (quer por via oral quer por aplicação tópica), ser mais sustentável e gastar menos dinheiro.

Comecei em Outubro/Novembro a fase de transição, dispensando os cremes da Uriage e Bioderma e o gel de limpeza (repito que são boas marcas e de confiança, embora já não me satisfaçam) e iniciando-me no o MLO. Não podia estar mais satisfeita e pronta para dar mais um passo no meu processo de transição para uma rotina 100% natural e “cozinhada” por mim, à medida dos meus gostos e necessidades.
Quando decidi deixar o gel de limpeza e os cremes, e começar o MLO informei minha dermatologista, que não reagiu negativamente ao que lhe disse nem me tentou dissuadir de qualquer modo. Para mim foi um sinal de “isto pode-se fazer e não é mau”.

Ora, antes do MLO a minha (última) rotina consistia mais ou menos no seguinte:
Manhã: No banho lavava a cara com o Hyséac Gel Nettoyant (gel de limpeza) e a seguir usava o creme Hyséac Mat (creme matificante); em certos dias usava o Hyséac Masque Gommant (máscara exfoliante). Ao longo do dia, como a pele voltava a ficar oleosa, já tinha uma embalagem extra de matificante numa gaveta do trabalho.
Noite: Limpeza com a água micelar da Bioderma e o creme manipulado que me custou os olhos da cara (70€).
Houve fases de tratamento que envolveram mais produtos: como a atemorizante isotretinoína ou outros cremes para intercalar com os que referi acima.


Quando comecei o MLO senti, imediatamente, uma diferença enorme e desde essa altura que evito lavar a cara no banho.
O resultado foi deixar de sentir a pele a repuxar depois de lavada. A pela estava mais fresca, menos baça, mais leve. Enfim, sentia-a e via-a mais saudável e confortável e isso para mim é o mais importante.
Na altura do Natal, como estava de férias e tinha mais tempo, decidi fazer o MLO duas vezes por dia, como método intensivo e durante uma semana, para deixar de vez o período de transição. Devo dizer que a minha pele nunca esteve nem nunca a senti tão bem.

Neste momento estou em novas experiências e fiz um disparate: ao tentar deixar de usar a água micelar, sem querer usei algo com parabenos. E, apesar de ter os poros mais fechados e limpos e de estar sem qualquer borbulha, não sinto a pele tão saudável e hidratada como antes. Voltei a usar a água mineral e estou à espera de que cheguem uns ingredientes novos que encomendei para voltar à experiência.

O que deixo a seguir é foi a rotina que estava a usar antes da última experiência e que estava a funcionar na perfeição.




A Rotina



Manhã

  1. Limpar a cara com Água Micelar Sensibio H2O da Bioderma. Serve também para remover maquilhagem. É uma maravilha e acho que mesmo que deixe de a usar para limpar a pele, continuar a utilizá-la como desmaquilhante. Compra-se em farmácias.
  2. Aplicar o creme de dia biológico de Rosa Damasceno da Dr. Organic, que compro no Celeiro.





Noite

  1. Limpar a cara com a água micelar
  2. MLO
  3. Creme manipulado da farmácia



A (simples) Receita

Duas “esguichadelas” de óleo de calêndula e duas gotas de óleo essencial de melaleuca.



O MLO



  1. Depois da cara limpa, misturo os óleos directamente na mão
  2. Aplicar na cara, massajando firmemente mas com suavidade, de forma a limpar os poros
  3. Aplicar uma toalha humedecida e quente na cara e deixar até arrefecer ou durante um máximo de dois minutos. Isto permite uma maior absorção dos óleos.
  4. Retirar, suavemente, o excesso de óleo com a toalha. Se for preciso aquecê-la um pouco.
  5. Se se sentir necessidade, aplicar um creme hidratante de seguida.


Há quem aqueça a água com a água da torneira, eu prefiro recorrer à cafeteira eléctrica pois representa um muito menor desperdício de água potável. Quem diz cafeteira, diz fogão. Há também quem molhe a toalha e a aqueça no microondas, mas não me parece tão prático se for necessário aquecê-la novamente enquanto se tem os dedos todos oleosos.
Enfim, alguns minutos antes de limpar a cara aqueço a água na cafeteira. Quando vou tratar da minha rotina, estendo a toalha no lavatório e molho-a com a água quente. Enquanto a toalha arrefece, preparo tudo o resto, limpo a cara com a água micelar e massajo a cara. Entretanto a toalha já não está a ferver, torço-a para tirar o excesso de água e continuo com o MLO. Se for preciso aquecer um pouco a toalha, basta deitar um pouco mais de água quente.



Os Óleos


Óleo de calêndula biológico da Haut-Ségala e óleo essencial biológico de melaleuca da Biover. Ambos se vendem no Celeiro.

O óleo de calêndula tem propriedades anti-inflamatórias, anti-bacterianas e regeneradoras, tornando-o apropriado para ajudar com acne, rosácea, eczemas, inflamação e assaduras.
Ó óleo de melaleuca possui propriedades anti-bacterianas e anti-fúngicas, sendo óptimo para usar em casos de acne e rosácea, entre outros. No entanto, quando em quantidades elevadas pode tornar-se bastante irritante para a pele.
Cuidado com os óleos essenciais, são muito concentrados e demasiado deixa de ter o efeito desejado. Portanto, duas gotas, no máximo!


E pronto, era esta a rotina que eu estava a seguir e que me estava a deixar super satisfeita.
Antes de ter tentado substituir a água micelar por uma água de rosas cheia de parabenos.

Escusado será dizer, que durante os próximos tempos estou de volta à rotina que aqui deixo descrita, embora com um “upgrade” na mistura de óleos, que a seu tempo vos direi.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

diy - Pó Corporal

Depois de algum tempo a recolher receitas para substituir os comprados no supermercado, lá ganhei coragem e decidi experimentar produtos de higiene/beleza/cosmética que se colocam directamente no corpo.




A minha primeira experiência foi o pó corporal. Deparei-me com um artigo no Pinterest (o meu maior vício das redes sociais) de alguém que improvisava o seu pó corporal personalizado, com pó de talco comprado no supermercado e o seu perfume favorito, e que andava super satisfeita com a forma como se sentia e cheirava. Fiz alguma pesquisa e percebi que muitas mulheres consideravam o pó corporal como o “luxo” nas suas rotinas de higiene e beleza. Podem ler aqui a receita original, que foi de onde tirei a imagem acima.

Fiquei curiosa e decidi que queria experimentar, até porque, com os ingredientes que levava, fazer alguma reacção alérgica pareceu-me extremamente improvável. No entanto, estando eu a iniciar um percurso de fazer os meus próprios produtos para fugir aos inúmeros ingredientes químicos e inúteis que compõem os produtos comprados no supermercado, não fazia muito sentido seguir a receita com que me tinha deparado inicialmente. Mais uns minutinhos de pesquisa e voilá! Encontrei uma receita para a qual já tinha quase todos os ingredientes e o único que me faltava poderia comprar na loja do outro lado da rua.


Idealmente, para se obter o máximo de proveito do pó corporal este só deveria começar a ser utilizado duas semanas depois de ser feito (explicarei o porquê mais à frente), mas como a curiosidade era muita, só consegui esperar uma tarde e acabei por o experimentar antes de sair para ir ajudar um amigo a dar um workshop de tango. “O pior que pode acontecer é suar e fazer um bolo na minha roupa”, pensei enquanto aplicava a minha última experiência.
Não houve bolo e mal suei, mesmo depois de umas duas horas a dançar electrotango de um lado para o outro. Cheguei a casa umas cinco horas depois e ainda sentia a minha pele super macia. Também não houve reacção alérgica e, entretanto, passadas duas semanas, quando abri o frasco o meu pó corporal estava no ponto e desde aí que o tenho utilizado todos os dias, principalmente ao deitar, porque me faz sentir uma princesa e o aroma que escolhi relaxa-me imenso.



Os ingredientes:
½ Chávena de amido de milho (também conhecido por Maizena. Sim, farinha Maizena) 
½ Chávena de farinha de araruta (não sei se alguém se lembra das bolachas de araruta, mas sim, mais uma farinha alimentar. Comprei no Celeiro)
Óleo essencial preferidoopcional, serve apenas para dar o aroma que se quer. Eu escolhi jasmim, já o tinha e adoro. Também tinha comprado no celeiro)
1 bolinha de algodão (opcional)
1 frasco (confesso que não gosto muito deste frasco para isto, mas ainda ando há procura de um que goste e queria algo para o vintage).
1 pincel grande de maquilhagem ou um disco de maquilhagem para aplicação (opcional – eu prefiro o pincel).




A receita:
Aviso que é dificílima, demora uma eternidade. Ou então não :)
1. Misturar bem o amido de milho com a farinha de araruta (se não quiserem aromas no pó corporal, é só meter num frasco e já está).
2. Embeber uma bolinha de algodão no óleo essencial (ou perfume, se preferirem), coloca-la no fundo do frasco e já está.
3. Se quiserem que o aroma se sinta o ideal é que deixem o frasco durante duas semanas, agitando-o de vez em quando (cuidado depois ao abrir, distraída como sou, quando o abri depois de agitar pela primeira vez, fiquei com o chão cheio de pó).



Há diversas receitas, com diferentes ingredientes, como barro ou outras farinhas. É uma questão de ir experimentando e ver o que se prefere. Um dia destes, experimento uma nova versão, mas tenho de gastar primeiro o que fiz e esse vai durar-me uma eternidade.


Ora, vamos agora fazer contas.
Claro que, como em tudo, o investimento inicial sai quase sempre mais caro do que comprar um produto já feito. Mas quando se compram os ingredientes, acaba sempre por se comprar quantidades que permitem a repetição de receitas ou experimentar novas, sem que se tenha de voltar a gastar dinheiro.
No meu caso, como já tinha a Maizena, o óleo essencial e o frasco, acabei por gastar dinheiro na farinha de araruta e no pincel. E o pincel nem sequer é essencial para aplicar o pó corporal, apenas é uma ajuda e evita que fique com o chão todo sujo.
De qualquer modo, as quantidades que que indiquei permitiram-me fazer cerca de 120 gramas de pó corporal a 1,50€.


Fui ao site da Lush, onde vendem um pó corporal com o mesmo aroma a 6,30€ por 60 gramas. Leva mais ingredientes, é verdade, mas quando para uma mesma quantidade se utilizam mais ingredientes, diminui a quantidade de cada um e respectivo preço. 120 gramas do pó corporal da Lush custariam 12,60€, comparando com os 1,50€ que a minha experiência me custou.







Encontrei esta imagem de um conjunto que tem pincel e disco. Só para ficarem com mais uma ideia, este pó corporal de uma loja chamada “The Pink Room”, tem 150 gramas e custa $90 (só o pó!). Não faço ideia quais serão os ingredientes, mas para este preço têm de ser da melhor qualidade possível.