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quarta-feira, 6 de setembro de 2017
quinta-feira, 11 de maio de 2017
A minha gravidez VI: Segundo trimestre
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| Fonte |
O segundo trimestre foi mais tranquilo do que o anterior. Muito mais!
Os enjoos ainda demoraram um tempo a passar, cerca de 1 mês. Mesmo a tomar medicação para o enjoo não conseguia pensar em comida, não conseguia abrir o frigorífico, não conseguia comer nem conseguia ficar de estômago vazio. Da última vez que consegui comer frango fricassé, trinquei um bocado de cartilagem e tive de ir a correr para a casa de banho. Acho que foi o maior vómito de toda a gravidez. De jacto. Demasiada informação, eu sei.
Mas sempre tive mais sorte do que uma amiga minha, que vomitou de jacto dentro do carro. Isso é que é chato.
Até meio do trimestre a fadiga só aumentava. Era normal, a bebé a crescer causava uma distribuição do meu sangue por uma superfície cada vez maior. E se eu já tinha anemia antes, agora estava a acentuar-se. Pelo menos os enjoos começavam a passar e eu já conseguia sair de casa sem me preocupar se vomitaria em público.
Não houve grande sintomatologia a assinalar neste trimestre, para além de se começar a notar mais a barriga e de as mamas continuarem a aumentar, embora tenha havido acontecimentos de vida relativamente significativos.
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| Fonte |
Este trimestre foi mais virado para pensar na maternidade, nos sonhos e desejos para a bebé, etc.
No fundo, queremos o que qualquer pai quer. Que seja feliz e amada; que ame; que tente fazer por um mundo melhor; que aja de acordo com as suas convicções acerca do que é correcto; que não prejudique os outros, mas não se deixe prejudicar; que seja curiosa em relação ao mundo que a rodeia; e que procure saber, conhecer e experimentar.
Temos noção de que a parentalidade é um trabalho para o resto das nossas vidas. Nossas: dos pais e da bebé, porque o que lhe transmitiremos ficará para sempre com ela. Enquanto pais, apesar de sermos conscientes de que é um trabalho interminável e árduo, achamos que não se deve complicar, mas sim amar muito e educar, com tempo e tranquilidade.
Espero ser uma mãe tranquila, natural, mas que estabelece rotinas, regras e limites, ao mesmo tempo que acarinha e promove a independência, educação e sociabilização. Sei que cometerei inúmeros erros e que não serei a melhor mãe do mundo, mas sei que serei a melhor mãe que serei capaz de ser e que os meus erros serão sempre a fazer o que acho melhor para a minha filha.
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| Imagem retirada daqui |
Semana 14
Na penúltima semana de Novembro montei a árvore de Natal. O Duarte não acha piada nenhuma que eu faça isto tão cedo, mas não me dou ao trabalho de montar uma árvore só para estar exposta 4 semanas. Dá-me mesmo muito trabalho, porque sou muito picuinhas e tudo tem de estar no lugar certo e estudado, e é uma boa decoração para aquele canto da sala. Odeio aquele canto e, tirando a árvore, não há nada que goste de ali ver.
Semana 15
Aproveitei e fui passar o primeiro fim de semana de Dezembro a Santa Cruz com uma amiga. E tive uma das experiências mais nojentas da minha vida.
Para que conste, adoro as minhas gatas, adoro os gatos dos meus amigos e adoro a companheira que invade e se instala em nossa casa sempre que chegamos a Santa Cruz. Ainda estamos nós a sair do carro e já ela está a aparecer, vinda sabe-se lá de onde, e a miar para que nos despachemos a abrir a porta.
Mas estes bichinhos adoráveis são assassinos! E pisar cabeças de ratos não é uma sensação agradável!!! É muito contraditório. Causa, na nossa cabeça, um diálogo parecido com isto:
- ooh, pobre carac... hmmm... os caracóis não são desta cor. ISTO É A CABEÇA DE UM RATO????
- ooohhh, mas ela trouxe-nos uma prenda. Ela gosta de nós e quer mostrar-nos isso.❤
- Mas, FO**-SE!!! Pisei a cabeça de um rato e... isto tudo são pedaços de rato despedaçado pelo quintal?????!!!
Sim, pensei que tinha pisado um caracol (algo que me faz alguma impressão, mas a que já me habituei), mas afinal era um rato desmembrado que a minha inquilina felina fez questão de nos oferecer.
Semana 16
Como o quarto que vai ser da miúda era o quarto das visitas tínhamos de nos desfazer da cama. Como temos consciência de que uma cama extra dá sempre jeito em qualquer casa começámos a procurar sofás-cama. Só conseguimos concluir a tarefa umas duas semanas depois, quando a mãe do Duarte se lembrou de uma loja e, nessa altura, juntamente com o meu tio nos ofereceram o sofá.
Semana 17
Decidi fazer uma sessão de fotos de natal, para anunciar ao mundo a gravidez. Pedi ajuda a uns amigos (o Duarte não tem jeito nem paciência para estas coisas - é capaz de ser o pior fotógrafo do mundo, lado a lado com a minha mãe!) e lá andámos a tirar as fotos e a fazer um pequeno vídeo, que publicámos na semana seguinte.
Semana 18
Partilhei o vídeo de Feliz Natal
Semana 19
Comecei a achar que estava a sentir pontapés, mas a maior parte dos sites e literatura dizia que só a partir da vigésima-qualquer coisa semana. Então preferi mentalizar-me de que, por enquanto, eram gases.
Semana 20
Chegou o nosso sofá novo!
Chegaram as fraldas reutilizaveis para a bebé! (sim, pretendo ser uma mãe ecológica)
Preparei o Kit Mi'minho, com as coisas que família e amigos nos ofereceram.
Semana 21
Entusiasmei-me um bocado a costurar para a bebé. 11 lençóis (na maioria ajustáveis) para a alcofa e para o berço, e duas capas para o muda fraldas. Como me doíam as costas no final do dia...
Comecei a ir ao ginásio. Normalmente o inverno já é uma altura trágica em relação a aumento do peso (com menos vontade de mexer e mais vontade de comer coisas altamente calóricas), com gravidez à mistura era um perigo. Para além do mais, a ginástica ajuda a facilitar na altura do parto. E eu quero facilitar o mais possível.
Semana 22
Toda a gente à minha volta a queixar-se do frio e eu, grávida, a pensar "epá, está fresquinho, mas também não é nada que não se suporte".
Há coisas boas na gravidez.
Semana 23 e 24
Para onde está a ir o meu umbigo?
Sempre gostei do meu umbigo e agora começava a desaparecer.
Semana 25 e 26
Comprámos uma casa. Tivemos a sorte de receber algum dinheiro de família e decidimos comprar uma casa para colocar a arrendar.
Como estou desempregada, sempre é um rendimento extra que entra no orçamento familiar. E no caso de termos de sair da que agora habitamos, temos para onde ir sem que haja rendas ou prestações ao banco, numa zona e numa casa onde não nos importaríamos de morar.
Até lá, vamos ganhando algum dinheiro.
Uma publicação partilhada por Menina (@ameninadajoaoxxi) a
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| Imagem retirada daqui |
Semana 15
Aproveitei e fui passar o primeiro fim de semana de Dezembro a Santa Cruz com uma amiga. E tive uma das experiências mais nojentas da minha vida.
Para que conste, adoro as minhas gatas, adoro os gatos dos meus amigos e adoro a companheira que invade e se instala em nossa casa sempre que chegamos a Santa Cruz. Ainda estamos nós a sair do carro e já ela está a aparecer, vinda sabe-se lá de onde, e a miar para que nos despachemos a abrir a porta.
Mas estes bichinhos adoráveis são assassinos! E pisar cabeças de ratos não é uma sensação agradável!!! É muito contraditório. Causa, na nossa cabeça, um diálogo parecido com isto:
- ooh, pobre carac... hmmm... os caracóis não são desta cor. ISTO É A CABEÇA DE UM RATO????
- ooohhh, mas ela trouxe-nos uma prenda. Ela gosta de nós e quer mostrar-nos isso.❤
- Mas, FO**-SE!!! Pisei a cabeça de um rato e... isto tudo são pedaços de rato despedaçado pelo quintal?????!!!
Sim, pensei que tinha pisado um caracol (algo que me faz alguma impressão, mas a que já me habituei), mas afinal era um rato desmembrado que a minha inquilina felina fez questão de nos oferecer.
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Semana 16
Como o quarto que vai ser da miúda era o quarto das visitas tínhamos de nos desfazer da cama. Como temos consciência de que uma cama extra dá sempre jeito em qualquer casa começámos a procurar sofás-cama. Só conseguimos concluir a tarefa umas duas semanas depois, quando a mãe do Duarte se lembrou de uma loja e, nessa altura, juntamente com o meu tio nos ofereceram o sofá.
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Decidi fazer uma sessão de fotos de natal, para anunciar ao mundo a gravidez. Pedi ajuda a uns amigos (o Duarte não tem jeito nem paciência para estas coisas - é capaz de ser o pior fotógrafo do mundo, lado a lado com a minha mãe!) e lá andámos a tirar as fotos e a fazer um pequeno vídeo, que publicámos na semana seguinte.
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Semana 18
Partilhei o vídeo de Feliz Natal
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Semana 19
Comecei a achar que estava a sentir pontapés, mas a maior parte dos sites e literatura dizia que só a partir da vigésima-qualquer coisa semana. Então preferi mentalizar-me de que, por enquanto, eram gases.
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Semana 20
Chegou o nosso sofá novo!
Chegaram as fraldas reutilizaveis para a bebé! (sim, pretendo ser uma mãe ecológica)
Preparei o Kit Mi'minho, com as coisas que família e amigos nos ofereceram.
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Semana 21
Entusiasmei-me um bocado a costurar para a bebé. 11 lençóis (na maioria ajustáveis) para a alcofa e para o berço, e duas capas para o muda fraldas. Como me doíam as costas no final do dia...
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Comecei a ir ao ginásio. Normalmente o inverno já é uma altura trágica em relação a aumento do peso (com menos vontade de mexer e mais vontade de comer coisas altamente calóricas), com gravidez à mistura era um perigo. Para além do mais, a ginástica ajuda a facilitar na altura do parto. E eu quero facilitar o mais possível.
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Semana 22
Toda a gente à minha volta a queixar-se do frio e eu, grávida, a pensar "epá, está fresquinho, mas também não é nada que não se suporte".
Há coisas boas na gravidez.
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Semana 23 e 24
Para onde está a ir o meu umbigo?
Sempre gostei do meu umbigo e agora começava a desaparecer.
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Semana 25 e 26
Comprámos uma casa. Tivemos a sorte de receber algum dinheiro de família e decidimos comprar uma casa para colocar a arrendar.
Como estou desempregada, sempre é um rendimento extra que entra no orçamento familiar. E no caso de termos de sair da que agora habitamos, temos para onde ir sem que haja rendas ou prestações ao banco, numa zona e numa casa onde não nos importaríamos de morar.
Até lá, vamos ganhando algum dinheiro.
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Local:
Lisboa, Portugal
sábado, 25 de março de 2017
Desafio - Amor Próprio (Semana 4 e última)
E pronto! Com a publicação de hoje chega ao fim o Desafio - Amor Próprio.
Para a quarta e última semana deste desafio estas eram as tarefas a completar:
Dia 22: Escreve um atributo que te faça única e diferencie dos outros;
Dia 23: Uma fotografia tua a fazer palhaçadas;
Dia 24: Escreve acerca de alguém que te motive e inspire;
Dia 25: Uma fotografia de um livro que adores;
Dia 26: Escreve acerca de algo que te faça realmente feliz;
Dia 27: Uma fotografia de algo da natureza que te faça sorrir;
Dia 28: Escreve esta frase e fotografa-te com ela "Gosto de mim".
Dia 22: Um atributo que me faça única - A minha impressão digital. Cada indivíduo é único na combinação da sua genética e dos seus acontecimentos de vida, mas não acredito que as nossas diferenças sejam assim tão grandes e relevantes. Num grupo reduzido até são capazes de ser, mas quanto maior for o grupo, menores as diferenças. Para mim, o importante é aceitarmo-nos como somos e o resto que se lixe;
Dia 23: Palhaçadas - É isto. Não há grande coisa a dizer. Claro que melhora a disposição. Não estava a ter um dia muito famoso e pelo menos ri-me um bocado.
Dia 24: Alguém que me motive e inspire - Não há ninguém em particular, há muitas pessoas. Como mulher escolho qualquer feminista digna desse nome. Uma feminista não é alguém que acha que as mulheres são melhores, é alguém que luta pela igualdade entre os géneros, que aceita as diferenças entre os mesmos, que é solidária com as outras mulheres (em vez de se sentir ameaçada ou querer andar a competir), que é segura da sua sexualidade, do que quer e que faz o que lhe dá na real gana sem se preocupar com os outros acham que se deve comportar. Pode ser uma empresária, uma doméstica, trabalhar por conta de outrem, ter 10 filhos ou não os querer ter, ser casada ou preferir a solidão, ser monógama ou polígama, vestir calças ou saias, queimar ou abraçar os soutiens, jogar futebol ou dançar ballet, ser engenheira civil ou costureira. Mulheres, da cultura pop, que considero feministas e que admiro: Angelina Jolie, Madonna e Dita Von Teese.
Dia 25: Um livro que adore - "Os Prazeres do Ócio", de Tom Hodgkinson. Não é o meu livro preferido, não tenho disso, gosto de muitos. Mas olhei para as prateleiras e dei de caras com este. Foi um livro que li há uns anos e que me inspirou e motivou para mudar de vida. Que a bem ou a mal tinha de fazer algo por mim. Deixo-vos um excerto relativamente longo:
Dia 26: Algo que me faça realmente feliz - Tudo o que envolva música. Principalmente dançar. Permite-me sentir, permite-me expressar. Permite-me viver e exteriorizar o que sinto, que não consigo fazer de outro modo. Deixa-me numa espécie de transe, de catarse.
Dia 27: Uma fotografia de algo da natureza que me faça rir - Gatos! Neste caso, a foto é da Nori. Não há dia em que não me façam rir, até quando estão a ser desesperantes e a fazer disparates.
Dia 28: Foto "Eu gosto de mim" - Pronto. Está bem. É isto. Está feito.
Conclusão final
Eu gosto de mim. Não foi preciso um desafio para passar a gostar de mim, mas serviu para perceber que tenho feito um bom trabalho em mim.
Nem sempre gostei de mim, nem sempre fui segura de mim, nem sempre soube o que queria para a minha vida.
O trabalho ainda não está concluído, mas percebi que já percorri um longo caminho, de muita análise, de muito esforço.
Agora é continuar, porque não me satisfaço com o "eu sou assim". Eu sou assim, não sou perfeita, não pretendo sê-lo, mas quero ser melhor do que sou agora, por isso é continuar a esforçar-me.
Dia 23: Uma fotografia tua a fazer palhaçadas;
Dia 24: Escreve acerca de alguém que te motive e inspire;
Dia 25: Uma fotografia de um livro que adores;
Dia 26: Escreve acerca de algo que te faça realmente feliz;
Dia 27: Uma fotografia de algo da natureza que te faça sorrir;
Dia 28: Escreve esta frase e fotografa-te com ela "Gosto de mim".
Dia 22: Um atributo que me faça única - A minha impressão digital. Cada indivíduo é único na combinação da sua genética e dos seus acontecimentos de vida, mas não acredito que as nossas diferenças sejam assim tão grandes e relevantes. Num grupo reduzido até são capazes de ser, mas quanto maior for o grupo, menores as diferenças. Para mim, o importante é aceitarmo-nos como somos e o resto que se lixe;
Dia 23: Palhaçadas - É isto. Não há grande coisa a dizer. Claro que melhora a disposição. Não estava a ter um dia muito famoso e pelo menos ri-me um bocado.
Dia 24: Alguém que me motive e inspire - Não há ninguém em particular, há muitas pessoas. Como mulher escolho qualquer feminista digna desse nome. Uma feminista não é alguém que acha que as mulheres são melhores, é alguém que luta pela igualdade entre os géneros, que aceita as diferenças entre os mesmos, que é solidária com as outras mulheres (em vez de se sentir ameaçada ou querer andar a competir), que é segura da sua sexualidade, do que quer e que faz o que lhe dá na real gana sem se preocupar com os outros acham que se deve comportar. Pode ser uma empresária, uma doméstica, trabalhar por conta de outrem, ter 10 filhos ou não os querer ter, ser casada ou preferir a solidão, ser monógama ou polígama, vestir calças ou saias, queimar ou abraçar os soutiens, jogar futebol ou dançar ballet, ser engenheira civil ou costureira. Mulheres, da cultura pop, que considero feministas e que admiro: Angelina Jolie, Madonna e Dita Von Teese.
Dia 25: Um livro que adore - "Os Prazeres do Ócio", de Tom Hodgkinson. Não é o meu livro preferido, não tenho disso, gosto de muitos. Mas olhei para as prateleiras e dei de caras com este. Foi um livro que li há uns anos e que me inspirou e motivou para mudar de vida. Que a bem ou a mal tinha de fazer algo por mim. Deixo-vos um excerto relativamente longo:
"É completamente absurda, esta ideia de destinar dias isolados para grandes feriados nacionais. Nunca serão outra coisa que não prejudiciais. O que pretendemos é um encurtamento geral das horas de trabalho ao longo de todo o ano de modo a que todo o trabalho se dê por terminado às quatro da tarde. Então, a ideia de tempo livro tornar-se-ia familiar a toda a gente e as pessoas aprenderiam a fazer um uso mais sensato delas. Claro que isto se revela impossível enquanto trabalharmos só por trabalhar.O trabalho de todo o mundo - aquele que é realmente necessário para a saúde, o conforto e até mesmo o luxo da Humanidade -, poderia ser feito em apenas três ou quatro horas por dia. Há tanta azáfama apenas porque existe um grande desejo de amealhar dinheiro. Todos os homens têm de lutar pela vida com o seu vizinho e o merceeiro que mantém a loja aberta até à meia-noite e meia tem uma clara vantagem sobre aquele que fecha a sua ao meio-dia. Por si só, o trabalho não é um fim, só um meio. Mas, hoje em dia, fazemos dele um fim e três quartos do mundo não concebe outra coisa."
Dia 26: Algo que me faça realmente feliz - Tudo o que envolva música. Principalmente dançar. Permite-me sentir, permite-me expressar. Permite-me viver e exteriorizar o que sinto, que não consigo fazer de outro modo. Deixa-me numa espécie de transe, de catarse.
Dia 27: Uma fotografia de algo da natureza que me faça rir - Gatos! Neste caso, a foto é da Nori. Não há dia em que não me façam rir, até quando estão a ser desesperantes e a fazer disparates.
Dia 28: Foto "Eu gosto de mim" - Pronto. Está bem. É isto. Está feito.
Conclusão final
Eu gosto de mim. Não foi preciso um desafio para passar a gostar de mim, mas serviu para perceber que tenho feito um bom trabalho em mim.
Nem sempre gostei de mim, nem sempre fui segura de mim, nem sempre soube o que queria para a minha vida.
O trabalho ainda não está concluído, mas percebi que já percorri um longo caminho, de muita análise, de muito esforço.
Agora é continuar, porque não me satisfaço com o "eu sou assim". Eu sou assim, não sou perfeita, não pretendo sê-lo, mas quero ser melhor do que sou agora, por isso é continuar a esforçar-me.
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Lisboa, Portugal
sexta-feira, 24 de março de 2017
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017
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