quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Receitas da Menina - Fatias Douradas da Carminho


Um dos lanches que gosto de preparar para a Carminho são fatias douradas. Também servem bem ao pequeno-almoço, acompanhadas de fruta e um copo de leite ou sumo natural.

Ingredientes
  • 4 fatias de pão de forma (ou outro qualquer, mas acho que este faz as fatias mais clássicas e bonitas)
  • 2 ovos
  • Manteiga para untar a frigideira
  • Leite q.b. (opcional)
  • Canela (opcional)
Utensílios
  • Prato fundo (de sopa)
  • Garfo
  • Espátula
  • Frigideira

Preparação
  1. No prato bater os ovos, adicionando um pouco de leite e a canela (o leite ajuda a que o pão absorva o ovo batido);
  2. Mergulhar uma fatia de pão na mistura (virando se necessário para absorver de ambos os lados);
  3. Derreter a manteiga na frigideira e colocar o pão, virando para que cozinhe de ambos os lados; até ficar num tom castanho dourado.
  4. Colocar num prato e servir. Para bebés mais pequenos cortar em tiras, para as crianças mais velhas pode ser também uma forma de tornar a refeição mais divertida (eles é que sabem, não é?).
A canela também pode ser adicionada apenas no final (que é como fazemos às vezes, porque a Carminho gosta de ser ela própria a por canela).

Bom apetite!


terça-feira, 5 de novembro de 2019

E para o lanche... Rabanadas!

Balões Surpresa!


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segunda-feira, 2 de setembro de 2019

O Primeiro Dia de Creche


Hoje, às 09h30, fomos deixar a Carminho na creche. Primeiro dia, que excitação! Excitação minha, principalmente, já que a Carmita não sabia ao que ia.
Fomos recebidos pela educadora e uma auxiliar - ambas muito queridas.

A Carminho entrou, embora com alguma desconfiança. Sítio novo, gente nova... E, por mais que lhe disséssemos que ia para a escola brincar muito com outros meninos, ela sabia lá o que era isso de "escola". A educadora começou a desarrumar brinquedos e ela lá ficou interessada. Um cesto das compras, frutas... um carrinho das compras! Bebés! Carrinhos! Maravilha. Até se descalçou para ficar mais confortável.
Começou a virar-nos costas e achámos que estava na altura de sair. Despedir ou não despedir? A educadora disse que era opção nossa, nós é que conhecemos a nossa filha e de que modo nos sentiríamos mais confortáveis. Ora, eu sei que o mais fácil é sair de fininho, mas não consigo.
Primeiro foi o pai, deu-lhe um beijo e a Carminho respondeu com um acenar de "adeus" e, sem qualquer problema, viu-o afastar-se. Depois foi a minha vez.
Dei um passo na sua direcção, ela percebeu logo e não achou grande piada. Sem chorar, fez questão de agarrar na minha mão e desafiar-me para brincar. Ok... 'bora lá, é só esperar por outro momento oportuno. Voltou a ficar descontraída, mas de repente lembrou-se de mim. Outra vez... Voltou a agarrar-se, mas desta vez começou a choramingar, meio birra, a querer trepar por mim a cima (o que fez com sucesso).


Ilustração por: Maja Vaselinovic
Fonte
Recusou a fruta e começou a insistir que queria ir para a rua, para o parque. Tínhamos passado pelo parque da creche ao entrar e se há coisa que a Carminho (e a maioria das crianças) gosta é de estar na rua e em parques. A educadora achou que até seria boa ideia irem até ao parque depois da fruta e lá a conseguimos aguentar enquanto os outros meninos comiam a fruta e metiam o chapéu na cabeça.
Assim que percebeu que íamos mesmo à rua, acalmou. A caminho do parque largou-me a mão, embora fosse ao meu lado, e ao entrar virou-me costas e foi explorar. Assim que viu a casinha de brincar, eu deixei de existir. Lá consegui que olhasse para mim, acenei-lhe "adeus", ela respondeu e fui embora tranquilamente. Eram 10h30.

Ao chegarmos, a educadora tinha-me perguntado se a Carminho ficaria lá para almoçar e acabámos a combinar que ela ficaria lá enquanto estivesse bem. Depois de a deixarmos, eu e o Duarte, fomos tratar de alguns assuntos.
Ao aproximar-se da hora de almoço/sesta habitual da Carminho, decidi ligar para saber se já tinha almoçado e a podia ir lá buscar (já imaginava que não dormisse na creche no primeiro dia). A conversa com a educadora deixou-me muito surpreendida.
Contou-me que a Carmita chorou um bocadinho quando percebeu que a mãe tinha ido embora, mas que rapidamente ultrapassou a angústia e foi brincar. Já tinha almoçado, não quis a sopa (acho que foi por estar aquecida e ela gostar de sopa fria), mas comeu o esparguete com carne. Depois do almoço, ao ver os outros meninos, também pediu para ir à sanita, lavou as mãos e a cara. Enquanto falávamos ao telefone, estava deitada!!! Quando os outros meninos se deitaram, também se deitou, super tranquila, tendo pedido uma boneca porque viu outra menina a fazer o mesmo.
Fiquei estupefacta. Não pensei que corresse tão bem. De qualquer modo, céptica como sou, combinei com a educadora que se ela ficasse embirrenta por não dormir, que me ligasse e eu ia buscá-la.
Pois bem, são quase 15h000 e ainda estou à espera do telefonema. Será que adormeceu? Provavelmente...

Até agora, está a superar as minhas expectativas. E não, não chorei nem fiquei angustiada ou triste. Estou óptima. Já estava a precisar disto, a Carminho já estava a precisar disto.
Vamos lá ver como vai reagir amanhã, quando vir que vai para lá outra vez. Mas amanhã logo se vê.

Ilustração por: Maja Vaselinovic
Fonte

sábado, 22 de junho de 2019

O Meu Segredo III







Podem enviar o vosso segredo através de e-mail (ameninadajoaoxxi@gmail.com) ou do formulário.


A ideia é partilhar segredos que me enviam e perceberem que não estão sozinhos, que aquilo que aconteceu convosco já aconteceu com outros, para receberem um pouco de empatia ou para que aquilo que vos aconteceu possa servir de alerta para outros.
Serão publicados semanalmente, de preferência ao sábado, e, a não ser que me enviem com um design à vossa escolha, o formato será o que hoje vos apresento.

Tirando alguns casos em que quem os escreve se identifica, não tenho forma de saber qual o enquadramento temporal ou veracidade dos segredos. De qualquer modo, assumirei sempre que são verdadeiros e representam uma situação actual, mais não seja porque, mesmo que não sejam para quem os partilhe, poderão ser para quem os lê.

Deixo o apelo: se se sentirem assoberbados, desesperados, perdidos, o que for, procurem ajuda. Para vós ou para quem percebam que possa estar a passar por algo semelhante.

Comentários com críticas destrutivas, juízos de valor, insultos ou afins não serão tolerados e serão sempre apagados.


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