Mostrar mensagens com a etiqueta filhos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta filhos. Mostrar todas as mensagens

sábado, 22 de junho de 2019

O Meu Segredo III







Podem enviar o vosso segredo através de e-mail (ameninadajoaoxxi@gmail.com) ou do formulário.


A ideia é partilhar segredos que me enviam e perceberem que não estão sozinhos, que aquilo que aconteceu convosco já aconteceu com outros, para receberem um pouco de empatia ou para que aquilo que vos aconteceu possa servir de alerta para outros.
Serão publicados semanalmente, de preferência ao sábado, e, a não ser que me enviem com um design à vossa escolha, o formato será o que hoje vos apresento.

Tirando alguns casos em que quem os escreve se identifica, não tenho forma de saber qual o enquadramento temporal ou veracidade dos segredos. De qualquer modo, assumirei sempre que são verdadeiros e representam uma situação actual, mais não seja porque, mesmo que não sejam para quem os partilhe, poderão ser para quem os lê.

Deixo o apelo: se se sentirem assoberbados, desesperados, perdidos, o que for, procurem ajuda. Para vós ou para quem percebam que possa estar a passar por algo semelhante.

Comentários com críticas destrutivas, juízos de valor, insultos ou afins não serão tolerados e serão sempre apagados.


Publicações relacionadas

sábado, 15 de junho de 2019

Resumo da Semana - 10.Jun.2019

Esta semana foi franquinha em publicações, mas aqui ficam:


Quinta-feira, 13.Junho
Li pelas redes sociais muitas mães a falarem sobre partos, como tinham corrido melhor ou pior e lembrei-me de vos perguntar sobre isso. Podem ler e comentar no instagram ou na publicação do FB.




No fim de semana anterior, fomos passar o fim de semana a Santa Cruz. Aproveitámos para ver como se adaptaria a Carminho a uma cama de "crescida", naquele caso até era uma cama de casal. 
Correu tão bem que, quando regressámos, mudámo-la da cama de grades para uma cama de crianças.
Está a ser uma aventura. Não sei se coincidiu com qualquer fase do desenvolvimento ou se é por se sentir mais livre, mas tem tido altos e baixos. Ontem foi uma noite terrível, acho que nunca teve um meltdown tão grande, e deixámo-nos arrastar por isso. Acho que para a semana escrevo sobre isso.






Sábado, 15.Junho
Sábado é dia de segredo. Apesar de ter aberto a rubrica a todo e qualquer segredo, continuam a ser sobre parentalidade (ainda tinha vários por publicar).


O Meu Segredo II







Podem enviar o vosso segredo através de e-mail (ameninadajoaoxxi@gmail.com) ou do formulário.


A ideia é partilhar segredos que me enviam e perceberem que não estão sozinhos, que aquilo que aconteceu convosco já aconteceu com outros, para receberem um pouco de empatia ou para que aquilo que vos aconteceu possa servir de alerta para outros.
Serão publicados semanalmente, de preferência ao sábado, e, a não ser que me enviem com um design à vossa escolha, o formato será o que hoje vos apresento.

Tirando alguns casos em que quem os escreve se identifica, não tenho forma de saber qual o enquadramento temporal ou veracidade dos segredos. De qualquer modo, assumirei sempre que são verdadeiros e representam uma situação actual, mais não seja porque, mesmo que não sejam para quem os partilhe, poderão ser para quem os lê.

Deixo o apelo: se se sentirem assoberbados, desesperados, perdidos, o que for, procurem ajuda. Para vós ou para quem percebam que possa estar a passar por algo semelhante.

Comentários com críticas destrutivas, juízos de valor, insultos ou afins não serão tolerados e serão sempre apagados.


Publicações relacionadas

sábado, 8 de junho de 2019

O Meu Segredo

Aqui há uns tempos disse-vos que os segredos regressariam.
Porque a vida não é só filhos, o meu objectivo agora é que deixem de ser apenas relativos a parentalidade. Podem ser sobre o que quiserem ou precisarem de deitar cá para fora. Os próximos ainda têm a ver com parentalidade.








Podem enviar o vosso segredo através de e-mail (ameninadajoaoxxi@gmail.com) ou do formulário.


A ideia é partilhar segredos que me enviam e perceberem que não estão sozinhos, que aquilo que aconteceu convosco já aconteceu com outros, para receberem um pouco de empatia ou para que aquilo que vos aconteceu possa servir de alerta para outros.
Serão publicados semanalmente, de preferência ao sábado, e, a não ser que me enviem com um design à vossa escolha, o formato será o que hoje vos apresento.

Tirando alguns casos em que quem os escreve se identifica, não tenho forma de saber qual o enquadramento temporal ou veracidade dos segredos. De qualquer modo, assumirei sempre que são verdadeiros e representam uma situação actual, mais não seja porque, mesmo que não sejam para quem os partilhe, poderão ser para quem os lê.

Deixo o apelo: se se sentirem assoberbados, desesperados, perdidos, o que for, procurem ajuda. Para vós ou para quem percebam que possa estar a passar por algo semelhante.

Comentários com críticas destrutivas, juízos de valor, insultos ou afins não serão tolerados e serão sempre apagados.


Publicações relacionadas

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

O Meu Segredo de Mãe: 4º Segredo


Podem enviar o vosso segredo através de e-mail (ameninadajoaoxxi@gmail.com) ou do formulário.

A ideia é partilhar segredos que me enviam e perceberem que não estão sozinhos, que aquilo que aconteceu convosco já aconteceu com outros, para receberem um pouco de empatia ou para que aquilo que vos aconteceu possa servir de alerta para outros.

Tirando alguns casos em que quem os escreve se identifica, não tenho forma de saber qual o enquadramento temporal ou veracidade dos segredos. De qualquer modo, assumirei sempre que são verdadeiros e representam uma situação actual, mais não seja porque, mesmo que não sejam para quem os partilhe, poderão ser para quem os lê.

Deixo o apelo: se se sentirem assoberbados, desesperados, perdidos, o que for, procurem ajuda. Para vós ou para quem percebam que possa estar a passar por algo semelhante.

Comentários com críticas destrutivas, juízos de valor, insultos ou afins não serão tolerados e serão sempre apagados.



Publicações relacionadas

terça-feira, 16 de outubro de 2018

O Meu Segredo de Mãe: 3º Segredo

Espero que esteja tudo bem com esta mãe e com este bebé.
Espero que o "Fá-lo-ia" não signifique que ainda se encontra nesta relação.



A quem se encontra numa situação de relação abusiva: não precisam de passar por isto sozinhos. Há entidades especializadas e prontas a orientar-vos ou a prestar auxílio.
APAV - Associação Portuguesa de Apoio À Vítima é uma dessas entidades. Podem contactá-los através da Linha de Apoio à Vítima 116 006 (chamada gratuita), e-mail (apav.sede@apav.pt) ou, presencialmente, num gabinete (onde há gabinetes).





Tirando alguns casos em que quem os escreve se identifica, não tenho forma de saber qual o enquadramento temporal ou veracidade dos segredos. De qualquer modo, assumirei sempre que são verdadeiros e representam uma situação actual, mais não seja porque, mesmo que não sejam para quem os partilhe, poderão ser para quem os lê.

Deixo o apelo: a violência doméstica é crime público. Se se sentirem assoberbados, desesperados, perdidos, o que for, procurem ajuda. Para vós ou para quem percebam que possa estar a passar por algo semelhante.

Podem enviar o vosso segredo através de e-mail (ameninadajoaoxxi@gmail.com) ou do formulário.

A ideia é partilhar segredos que me enviam e perceberem que não estão sozinhos, que aquilo que aconteceu convosco já aconteceu com outros, para receberem um pouco de empatia ou para que aquilo que vos aconteceu possa servir de alerta para outros.

Comentários com críticas destrutivas, juízos de valor, insultos ou afins não serão tolerados e serão sempre apagados.



Publicações relacionadas

domingo, 14 de outubro de 2018

A Culpa é da Mãe


"Nasce uma mãe, nasce a culpa"
Qual é o blogue sobre maternidade que nunca citou esta frase?
Mas é a realidade. Ao longo da nossa vida passamos, várias vezes, por situações que nos suscitam sentimentos de culpa, mas nenhuma nos faz sentir isso tantas vezes quanto a maternidade.
Que coisas nos fazem sentir culpadas de algo?

  • Amamentar;
  • Não amamentar;
  • Dar chucha;
  • O bebé chuchar no dedo;
  • Fazer BLW;
  • Fazer a tradicional iniciação aos alimentos sólidos;
  • Optar pelo co-sleeping;
  • Por não conseguimos fazer co-sleeping;
  • Porque não damos as vacinas extra-plano;
  • Porque o bebé chorou quando lhe demos banho;
  • Porque o bebé chorou quando lhe mudámos a fralda;
  • Porque o bebé chorou e não sabemos porquê;
  • Porque o bebé chorou e sabemos porquê, mas não percebemos instantaneamente;
  • Porque o bebé chora, mesmo sabendo nós que "os bebés choram" (por tudo e por nada);
  • Porque o bebé se espetou;
  • Porque sofre de uma qualquer alergia, a culpa é nossa porque estava nos nossos genes (ou não, não interessa);
  • Porque tem pele atópica;
  • Porque somos umas bestas horrorosas que lhes cortam as unhas;
  • Porque não lhes damos o que eles querem, quando querem, como querem, na quantidade/forma/cor/sabor/whatever que eles querem;
  • Porque achamos que o cocó deles cheira às profundezas do inferno e o nosso amor por eles devia fazer com que cheirasse a "rosas, senhor";
  • Deixá-lo ver televisão;
  • Deixá-lo ver/jogar com um tablet ou telemóvel;
  • ...
... poderia ficar nisto até ao Natal, porque nos sentimos culpadas por tudo.
E até nos sentimos culpadas porque os outros fazem as coisas de forma diferente da nossa e se calhar os outros é que estão certos. 
Ou então, se os outros fazem diferente e o dizem é porque estão a querer dizer que somos maus pais.

Falando de um modo leviano, a nossa prioridade enquanto mães (e pais, cuidadores, etc.) é certificarmo-nos de que as nossas crias vão crescendo e sobrevivendo. Tudo o resto é bónus.
De resto, somos confrontados com escolhas todo o dia, todos os dias. Algumas serão melhores do que outras e vamos aprendendo por tentativa e erro.
Algumas escolhas são as correctas porque temos a informação correcta, outras não são tão acertadas porque temos a informação errada ou nem sequer a temos e é preciso improvisar na hora, algumas escolhas sabemos que não são as mais correctas, mas é o que conseguimos/podemos fazer.
Não faz mal!
Outra coisa que acontece é, muitas vezes, estamos demasiado sensíveis e interpretamos como críticas comentários que não o são.



Por exemplo: há quem diga que eu sou "fanática da amamentação" e que critico quem opta por alimentar o seu bebé com leite artificial, simplesmente por dizer que "a amamentação é o melhor".
Vamos lá ver uma coisa, amamentar é o melhor. Não sou eu que o digo, é a ciência.
No entanto, amamentar é uma escolha da mulher, porque se trata do seu corpo. E amamentar não é a única opção para alimentar bebés. E, se optarem por não amamentar de todo ou por fazerem um padrão misto (leite materno e fórmula), isso é a vossa escolha e não significa que se devam sentir culpadas, devam ser culpadas por outros, ou que quem promove a amamentação vos está a criticar negativamente.
Como já disse anteriormente "mais do que promover a amamentação, promovo a saúde mental e a vinculação. Sou uma defensora acérrima da amamentação, desde que não coloque em risco o apego mãe-bebé ou a sanidade mental dos pais. Seja pela dor, seja pela privação de sono, seja pelo que for. Defendo que, mais importante do que o bebé passar a vida agarrado à mama da mãe, é a relação de vinculo entre os dois. Relação essa que se pode estabelecer de várias formas." (neste artigo).
A escolha sobre como alimentar o seu bebé cabe à mãe. Infelizmente, muitas mulheres querem amamentar e acabam por não o fazer ou por desistir, não por assim o pretenderem, mas por serem aconselhadas com informação incorrecta. E até por profissionais de saúde, que não o fazem por mal, mas por, com a melhor das intenções, disseminarem informação incorrecta. Ainda este fim de semana ouvi uma enfermeira aconselhar uns pais, de um recém-nascido de 1 dia, a terem em casa uma "latinha de leite em pó", para alguma emergência. Ou para administrarem um bebé-gel se o bebé ficasse mais de 24h sem evacuar ou irem para as urgências se ficasse 3 dias sem o fazer - algo que é super comum acontecer com bebés que são amamentados em exclusivo. Pode ser algo mais complicado? Claro que pode, mas pode não ser. Antes de correrem para as urgências com um bebé, enviem uma mensagem ao médico assistente.


Ilustração por Brooke Smart
http://www.brooke-smart.com


Bem... divaguei. Como de costume.
Onde é que eu queria chegar com este artigo? Ah, sim! A culpa da mãe.
Ao longo do nosso percurso vamo-nos sentir culpadas por tudo e mais alguma coisa. Fazendo ou não a escolha correcta, sendo ou não algo que esteja sob o nosso controlo.
E somos sensíveis a quem tem opiniões diferentes da nossa. Mas lembrem-se, lá porque alguém faz diferente de nós, não está a dizer que somos más mães ou que são melhores do que nós. Interpretem como estarem a oferecer uma alternativa que poderemos seguir (ou não!).
A parentalidade não se guia por uma única fórmula, há infinitas combinações possíveis. E o que resulta melhor vai depender: do bebé, dos pais, da família, do meio sócio-cultural em que se insere, do acesso que tem a determinadas infra-estruturas, entre muitas outras. Depende de tantas, mas tantas, variáveis.

Já nem promovo um "aprendam a livrar-se da culpa", mas antes um "aprendam a gerir esse sentimento". Porque a realidade é que, com maior ou menor frequência, ela lá aparece para dar um ar da sua graça. 
Como dizia a outra: "shake it off"









sexta-feira, 12 de outubro de 2018

O Meu Segredo de Mãe: 2º Segredo

Será de um pai?
Eles também têm os seus segredos...



Podem enviar o vosso segredo através de e-mail (ameninadajoaoxxi@gmail.com) ou do formulário.

A ideia é partilhar segredos que me enviam e perceberem que não estão sozinhos, que aquilo que aconteceu convosco já aconteceu com outros, para receberem um pouco de empatia ou para que aquilo que vos aconteceu possa servir de alerta para outros.
Comentários com críticas destrutivas, juízos de valor, insultos ou afins não serão tolerados e serão sempre apagados.

Deixo o apelo: se se sentirem assoberbados, desesperados, perdidos, o que for, procurem ajuda. Para vós ou para quem percebam que possa estar a passar por algo semelhante.




Publicações relacionadas

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

O Meu Segredo de Mãe: 1º Segredo

Lembram-se de vos ter dito que ia iniciar uma rubrica sobre "O Meu Segredo de Mãe/Pai"? (aqui)
Hoje partilho convosco o primeiro segredo.
É um segredo bastante comum.



A ideia é partilhar segredos que me enviam e perceberem que não estão sozinhos, que aquilo que aconteceu convosco já aconteceu com outros, para receberem um pouco de empatia ou para que aquilo que vos aconteceu possa servir de alerta para outros.
Comentários com críticas destrutivas, juízos de valor, insultos ou afins não serão tolerados por mim e serão sempre apagados.

Podem enviar o vosso segredo através de e-mail (
ameninadajoaoxxi@gmail.com) ou do formulário (aqui).



Publicações relacionadas

quinta-feira, 26 de julho de 2018

O Meu Segredo de Mãe

Todas temos os nossos segredos de Mães. E os Pais também.
Não estou a falar daquele segredo de como fazer coisas espectaculares acontecerem, como "o meu segredo para colocar o edredão na capa em 1 segundo" ou "o meu segredo para a mousse de chocolate mais perfeita de sempre". Não...

Estes segredos são acidentes ou incidentes que aconteceram quando estávamos a cuidar das nossas crias.
Situações mais ou menos chatas que poderiam ser (ou foram) mais ou menos graves.
Situações que, quando aconteceram, nos fizeram sentir os pais mais negligentes à face da terra, os piores pais de sempre, não merecedores da confiança dos nossos filhotes que jurámos proteger e falhámos.
Momentos que não queremos contar a ninguém com medo de que nos julguem tão duramente quanto nos julgamos a nós mesmos.


Fonte




Inspirada num site (este) que sigo há vários anos, onde as pessoas enviam postais anónimos com os seus maiores segredos, pensei que poderia ser interessante e terapêutico para alguns de nós fazermos algo do género, embora mais virado para a maternidade ou paternidade.
Assim, criei um formulário online (aqui) que podem preencher, anonimamente, com o ou os segredos que vos angustiam e que têm receio de partilhar com o mundo. Também podem comentar esta publicação com os vossos segredos ou enviá-los por mail para ameninadajoaoxxi@gmail.com.

A minha ideia é, de vez em quando, partilhar um ou vários segredos com os leitores do blogue e perceberem que não estão sozinhos, que aquilo que aconteceu convosco já aconteceu com outros, para receberem um pouco de empatia ou para que aquilo que vos aconteceu pode servir de alerta para outros.
Comentários com críticas destrutivas, juízos de valor, insultos ou afins não serão tolerados por mim e serão sempre apagados.




A primeira vez que pensei nisto foi no rescaldo do meu próprio segredo.

O Duarte tinha ido ao futebol e eu estava sozinha com a Carminho. Não me lembro da idade dela, mas talvez uns 7 ou 8 meses.
Chegou a hora de a ir deitar. Eu já tinha lido e relido sobre isto e sempre achei que tinha cuidado suficiente, mas não. Coloquei-a no muda-fraldas, sentada, enquanto lhe tirava a camisola. Na altura, deitá-la no muda-fraldas era um drama, porque tinha aprendido a sentar-se há pouco tempo e não se queria deitar, por isso tratava dela sentada enquanto fosse possível.
Ela atirou qualquer coisa ao chão e eu baixei-me para apanhar, continuando a segurá-la pelo braço. Foi o suficiente para, em milésimos de segundos, ela espreitar o que eu estava a fazer, inclinar-se e cair do muda-fraldas! Caiu em cima de mim, dando-me uma cabeçada, e escorregou para o chão. Começou a chorar. Não me lembro como, mas acabei no corredor sentada do chão, a olhar-lhe para os olhos (para ver as pupilas), a abraçá-la, a embalá-la. Cheia de calor, em pleno Inverno, acabei despida e a escorrer suor. Ela chorava em plenos pulmões. As pupilas estavam bem, não tinha vómitos, nem desmaios. Tirando o choro, não me parecia que houvesse algum problema. Mas eu interrogava-me. Vou para o hospital? Ligo para a saúde 24? O que preciso de ver mais? Será que partiu alguma coisa? Será que acertou com a parte mole da cabeça? Sou má mãe! Sou uma mãe terrível! Vou presa? Isto é negligência? Digo ao pai? O que faço?
E, enquanto ela chorava em plenos pulmões, uma das gatas aproximou-se para a cheirar. Calou-se imediatamente! Calou-se e quis ir atrás da gata. Percebi logo que o pranto dela era do susto e da minha ansiedade. Acalmei-me, fiquei um pouco mais com ela.
Acabou por correr bem. Não foi preciso ir ao hospital, não aconteceu nada.

No dia seguinte, continuava angustiada e fui ter com uma amiga para café.
"Aconteceu uma coisa horrível.", disse eu. "Ainda nem recuperei do susto.". "O que foi? O que se passou?". "Ontem deixei cair a Carminho. Não foi nada, está tudo bem, mas sinto-me uma mãe horrível". A cara da minha amiga mudou, ficou séria, séria.
"Eu também deixei cair o meu filho e nunca contei a ninguém."


Ilustração "Universal Language" por Andy Westface
GuardarGuardar