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sábado, 11 de março de 2017

Desafio - Amor Próprio (Semana 2)

Lá tenho continuado com o Desafio que deixei aqui.
Vamos lá ver como correu esta semana.

Para a segunda semana do desafio as tarefas eram:
Dia 1: Escrever para onde iria no momento, se pudesse;
Dia 2: Uma foto minha a sorrir;
Dia 3: Ir para a cama 1 hora mais cedo e de manhã escrever como me sentia;
Dia 4: Uma foto minha com alguém que amo;
Dia 5: Escrever o nome de alguém que precise de perdoar e perdoá-la;
Dia 6: Fotografar um local onde adore estar;
Dia 7: Escrever uma memória do ano passado que me faça sentir bem.
















Dia 1: Para onde iria - Ser esta a tarefa num dia em que estava com dores de costas e tinha uma ida ao spa já marcada foi uma coincidência que calhou muito bem. Durante uma hora relaxei e senti-me tão bem, tão mimada, tão bem tratada. Nunca fui de grande contacto físico com outros, nem com os que me são mais próximos, mas há coisas que o meu corpo pede: banhos quentes e longos (duche ou imersão) e massagens. É engraçado porque há uns tempos li um estudo que relacionava a ausência de contacto físico com banhos quentes e isso fez-me todo o sentido.

Dia 2: uma foto a sorrir - Não gosto de selfies. Ou de qualquer fotografia programada e forçada. Não há como situações espontâneas para que os sorrisos e expressões genuínos nos façam mil vezes mais bonitos. Mas, desafio é desafio e lá fiz pelo sorriso. "Pensar em coisas divertidas! Nem que seja na parvoíce que isto é!". Foi com aquele exercício do riso, no final de tirar umas quantas selfies a rir, já me estava a rir das minhas próprias figurinhas e fiquei mais bem disposta para o resto do dia.

Dia 3: Ir para a cama mais cedo - Convenhamos que esta tarefa para uma grávida não é particularmente difícil. Já não me lembro se no primeiro trimestre me deram as soneiras, mas no terceiro estão a dar. Até me babo! Não tarda estou a ressonar (dizem que é normal). Portanto, um desafio que me diga "vai para a cama mais cedo" é encarado com a maior tranquilidade e concordância. A questão é que era pedido que de manhã escrevesse como me sentia: ora, tirando acordar uma hora mais cedo, não fez diferença nenhuma! Acredito que acordar 2 a 3 vezes por noite para ir à casa de banho e mais umas quantas porque a miúda está aos pontapés faça com que não haja grande diferença na manhã seguinte.

Dia 4: Uma foto com alguém que amo - Não ia andar atrás das pessoas para andar a tirar fotos para meter no blog. Essas pessoas já me acham suficientemente passada e não gostam destas coisas. Portanto, fui buscar uma foto do casamento em que não há grandes planos da pessoa que amo (uma das...). Devo dizer que, com a gravidez, descobri uma nova dimensão de amor em relação ao meu marido. Ainda não a sei explicar, acredito que outras mães me consigam compreender e explicar melhor. É um amar novo que ainda tenho de analisar e que me vai fazer observar o meu marido ao ponto de ele ficar desconfortável e me perguntar "estás a olhar assim para mim porquê?".

Dia 5: Alguém que precise de perdoar - Não há ninguém a quem perdoar. As pessoas que eu poderia perdoar já o foram, mesmo que me seja completamente impossível voltar a confiar ou apreciar a sua companhia. Se precisaram de perdão (quer o saibam, quer não), é porque as considerava extremamente próximas e que, de alguma forma, abusaram ou traíram a minha confiança, portanto estão perdoadas, mas não esquecerei nunca o que se passou, nem voltarei a confiar. Podem é contar que serei sempre educada e civilizada se nos cruzarmos.

Dia 6: Um local onde adore estar - Era suposto ser uma foto, mas esqueci-me. Confesso! Acho que, nesta semana, nem passei por nenhum dos locais onde adore estar e tenha pensado "adoro estar aqui". Portanto, troquei o modo da tarefa com a do dia seguinte e tornei-a numa tarefa reflexiva. Gosto de estar em tantos sítios, depende do sítio, se me apetece estar sozinha, se estou acompanhada, como me sinto... Não é uma coisa de "adoro estar na praia! Adoro estar no mato!". Estes até são maus exemplos para mim, gosto muito da natureza, mas detesto praia e detesto estar no meio do mato.

Dia 7: Uma boa memória do ano passado - Há dúvidas? Nem é preciso dizer mais. Houve muitas memórias, mas esta foi a que se evidenciou e que tenho a certeza que nunca esquecerei. Até porque o momento em que escolhi fazer este teste e em que contei ao meu marido teve a sua piada (mas isso fica para os artigos "A minha gravidez", que por sinal têm mais um capítulo na próxima quinta).



Esta semana foi assim, veremos o me espera esta.

sábado, 4 de março de 2017

Desafio - Amor Próprio (semana 1)

Na semana passada deixei aqui um desafio para que se cultive um bocadinho de Amor Próprio.


Atenção: Amor Próprio não é sinónimo de egocentrismo ou narcisismo, é sinónimo de nos conhecermos bem, de nos aceitarmos, de aceitarmos e resolvermos as nossas falhas e de gostar de nós mesmos.

Durante esta semana as tarefas do desafio eram:
Dia 1: Tirar uma selfie;
Dia 2: Escrever um traço da personalidade que gostemos e porquê;
Dia 3: Fotografar uma parte do nosso corpo que seja a nossa preferida (cuidado com os xxx);
Dia 4: Escrever algo pelo qual precisemos de nos perdoar, e perdoar;
Dia 5: Fotografar algo que nos faça sorrir (sem serem pessoas);
Dia 6: Escrever um hábito pouco saudável que tenhamos e riscá-lo;
Dia 7: Fotografar o conjunto ou a peça de roupa preferida.


Dia 1: a selfie - Esqueci-me completamente do desafio durante todo o dia e só me lembrei no final de uma noite de convívio em casa de amigos. Lá fui eu, toda desgrenhada e cansada, para a casa de banho cumprir o desafio. Não sou a melhor a tirar selfies, nem tenho grande paciência para isso. A fotografia espelha o meu cansaço, mas que melhor para um desafio de Amor Próprio do que partilhar uma foto em que não estamos com o melhor aspecto? Também temos de gostar de nós nestes momentos.

Dia 2: traço da personalidade - Passei o dia todo a pensar nisto. Confesso que tenho diversos traços de personalidade que aprecio em mim e para os quais trabalhei bastante. Não sou perfeita, nem pretendo sê-lo, mas sou a minha maior crítica e faço muito trabalho introspectivo para perceber quem sou, como sou, como reajo aos outros, perceber onde falho e como o posso corrigir ou controlar. Poderia dizer que sou assertiva ou persistente ou outra coisa qualquer, mas acho que a resiliência é a característica que mais gosto em mim porque sem ela não estaria onde estou, não teria sido capaz de enfrentar os contratempos e tragédias que ocorreram na minha vida e sem ela não teria sido capaz de ir construindo as ferramentas para lidar com os que ainda virão. Para mim é, não sou a que mais gosto, mas a que considero mais importante.

Dia 3: Parte do corpo preferida - Não, não são os meus olhos. Não, não são as mamas, nem o rabo. O que eu gosto mesmo é do meu pescoço. É comprido, gosto de como se vê o esternocleidomastóideo, gosto de como esse músculo se junta às saliências das clavículas. Acho-o extremamente feminino, delicado e sensual. E agora, depois de ter visto o "The Crown", fui recuperar os colares de pérolas, que tenho usado todos os dias. São tão elegantes.
Tenho é de ter cuidado com a papada, que estraga tudo. Raios partam a idade! Vou já abrir uma conta poupança para tratar disso daqui a uns anos.

Dia 4: Algo a perdoar - Mais uma que me fez passar um belo tempo a pensar. Cheguei à conclusão de que é um trabalho que já devo ter feito ou que ainda está reprimido em mim, pois não encontrei nada pelo qual necessitasse de me perdoar. Nada pelo qual me culpabilize e que me assombre.
No entanto, acho que, certamente, terei feito algo a alguém pelo qual precise de ser perdoada. Embora não o saiba porque não me foi dito, tenho perfeita consciência disso. Portanto, se alguém considera que lhe devo um pedido de desculpas está à vontade para vir falar comigo.

Dia 5: Algo que me faça rir - o livro de ilustrações "Marotices", de Marion Fayolle. É delicioso, é irreverente, é de insinuações sexuais sem ser ordinário e apropriado para todas as idades. Tenho-o na sala, na mesinha de centro e toda a gente que o vê, pega nele, e ri-se imenso. Tinha-o comprado para oferecer, mas quando o trouxe para casa não me consegui separar dele.

Dia 6: Um hábito pouco saudável - Estou grávida, pelo que os hábitos pouco saudáveis tiveram de cessar. Pelo menos os hábitos habituais: fumar, beber, etc. Antigamente também roía as unhas, mas consegui deixar-me disso. Agora acho que os meus hábitos pouco saudáveis são os psicológicos, os emocionais. E um deles tem a ver com a minha ansiedade e necessidade de controlo de tudo: preocupo-me com coisas que ainda não aconteceram. Basta serem uma ínfima possibilidade, que sinto a necessidade de me precaver e delinear planos de acção. Às vezes até me tiram o sono e consomem grande parte do meu tempo. É algo que tenho de resolver ainda, mas com tempo. Porque ter planos dá sempre jeito: raramente sou apanhada desprevenida.

Dia 7: Peça de roupa preferida - Não há dúvidas! É o meu tutu cor de rosa 💖💖💖 Faz-me sorrir, faz-me bem-disposta. Uma das minhas gatas (não sei qual, mas desconfio) fez o favor de andar a brincar com a saia mal a recebi e fez-lhe uns buracos, mas isso não me impede de de vez em quando a usar. Acho-a, apesar de tudo, irreverente. Quem é que anda com tutus? Bem, agora talvez não sejam tão irreverentes, porque entretanto ficaram um bocado na moda, mas quando o mandei vir não se via por cá. E mesmo assim, não há muita gente com coragem para os usar.



E pronto! Aqui ficam as considerações desta semana, para a próxima há mais!