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quinta-feira, 6 de abril de 2017

A minha gravidez IV: Resultado positivo!

A 31 de Agosto concebemos, mas ainda faltavam 15 dias até à altura de fazer um teste de gravidez.


Imagem retirada  daqui
Até ao dia em que é suposto vir a menstruação mais vale aguardar ansiosamente, porque os negativos podem ser falsos, uma vez que a hormona beta HCG poderá não estar em quantidade suficiente para permitir um resultado positivo.
Como vos disse no artigo anterior, que podem ler aqui, tive uma atitude bastante científica do engravidar e muni-me de diversos testes. Tal como comprei uma quantidade enorme dos testes de ovulação, também mandei vir uns quantos testes de gravidez para estar à vontade para os fazer durante vários dias seguidos.

Antes de fazer o teste já andava desconfiada de que poderia estar grávida. É a vantagem de estudarmos o nosso ciclo menstrual e as alterações que ocorrem no nosso corpo durante o mesmo.
No meu caso, em vez de ter os sintomas habituais da tensão pré-menstrual, estes simplesmente não aconteciam. Uma semana e meia antes da menstruação costumava ficar com o ventre inchado, com humor bastante oscilante e com as mamas doridas. Desta vez nada disso estava a acontecer, embora no dia antes do aparecimento previsto da menstruação tenha tido um mini surto de loucura. Aliada a esta falta de sintomatologia, aparecia uma nova: sangramento das gengivas ao lavar os dentes, tonturas que me obrigavam a sentar no chão para não cair para o lado e o colo cervical subido, mole e fechado.
Obviamente que isto por si só pode não significar que haja uma gravidez: quem está a tentar já deve ter percebido que os sintomas de uma gravidez podem ser exactamente os mesmos que os sintomas da TPM. Só que as diferenças eram tantas e em simultâneo, que me fizeram quase ter a certeza.


Imagem retirada daqui

























Comecei a testar antes do primeiro dia da menstruação, apenas porque em alguns casos há resultados positivos. Não foi o que me aconteceu. Dois dias seguidos de resultados negativos.
No dia 15 de Setembro, dia em que era suposto aparecer a menstruação, levantei-me e fui fazer o teste. Sem grandes expectativas, porque nunca fui certinha, variava sempre dois ou três dias.
Sem ser muito evidente, lá estava: uma risquinha muito, muito ténue. Quase imperceptível. Tão discreta que ponderei ser uma alucinação provocada pela vontade de a ver.
O coração começou a acelerar, os lábios começaram a esboçar um sorriso, as minhas pernas começaram a ficar agitadas. Mas a linha era tão ténue... E se fosse um falso positivo? Não valia a pena ter grandes esperanças... E se estivesse a ver mal? Era possível, sempre fui meio pitosga, que é como quem diz praticamente cega (-5 dioptrias, hey!!). Diziam as instruções do teste e todas as páginas do Google que não interessava a intensidade da linha: ténue ou carregada, a existência de linha significa um resultado positivo.

Sentia vontade de dar gritinhos! "Consegui! Consegui!"
Conto ao Duarte?
Ou espero quase um mês e faço-lhe uma surpresa pelos anos? Vou fazer uma surpresa!
Mas e se é uma alucinação e não está mesmo ali uma linha? Nunca conheci ninguém com visão melhor do que o meu marido (é de outro mundo! Deve ser para compensar a surdez, já que muitas vezes não me ouve).
Só que uma surpresa era fixe...

- Acho que estou grávida. Vês aqui um risquinho? Isto é um risquinho, não é? - Disparei de chofre. Não aguentei, nem o preparei. Foi assim, enquanto cada um trabalhava no seu computador.
- Eu acho que sim - respondeu-me ele, com muito menos entusiasmo do que eu estava à espera. Afinal, ele queria isto há muito mais tempo e com mais urgência do que eu.

Como boa mulher que sou, não confiei nas palavras dele. Era melhor ir à farmácia comprar um. Mais uma risquinha ténue. Bolas! Tinha de comprar um digital.
Tinha combinado almoçar com uma amiga num centro comercial e ela encontrou-me na farmácia.
- Acho que estou grávida. - Gritinhos!! Fomos das primeiras a saber da gravidez uma da outra, tal era a nossa ansiedade.
Gastei um dinheirão num teste digital. Agora era só aguentar até à manhã seguinte.

Acordei eram 04h30 da manhã. "Já é manhã", pensei, "tudo bem que ainda está escuro e lhe chamam madrugada, mas já deve dar para fazer o teste".
O tempo que demorou até poder ler o resultado, pareceu uma eternidade. Principalmente, quando estava fechada na casa de banho, sozinha.
"Grávida. 1 - 2 semanas"
Corri para a cama, acendi a luz, acordei o meu marido, encostei-lhe o teste à cara.
- Olha! Confirma-se!
Ele ainda precisou de um minuto para processar o que se estava a passar e em que mundo estava. Depois sorriu e voltou a dormir.
Continuava com muito menos entusiasmo do que eu antecipava e confesso que me senti bastante sozinha durante os primeiros tempos de gravidez. Então, o caramelo não podia ouvir falar em bebés sem ficar um silêncio constrangedor entre nós, e agora nenhuma reacção decente?


Imagem retirada daqui

Nos dias seguintes não sabia bem o que fazer. Estava muito entusiasmada e ansiosa.
Havia uma vida a crescer dentro de mim. A natureza no seu esplendor, era absolutamente fascinante. Nunca tinha percebido o quão maravilhoso e belo é este processo. Nunca tinha percebido, a sério, que o meu corpo era capaz de ser tão perfeito, tão fantástico.
Ao mesmo tempo que estava fascinada com a perfeição da natureza e com a maravilha que é ser mulher, estava super ansiosa. Era a maior mudança da minha vida, a mais desconhecida, a mais irreversível. Iria mudar a minha vida radicalmente e não era capaz de visualizar como. Iria dar-me a conhecer uma nova faceta minha, um novo mundo, uma nova vida. Era assustador e fabuloso ao mesmo tempo.

Peguei logo num papel e numa caneta:
Querida sementinha: o mundo deveria parar e saber que aí vens. Todos os telejornais, capas, redes sociais, blogs, canais de youtube e programas de rádio deveriam anunciar "A Sementinha, do tamanho da de uma papoila, está a caminho!". Com toda a pompa e circunstância, com confettis dourados, bolinhas de sabão, cornetas, bandeiras, fontes e repuxos!
Deviam apontar para a minha barriga e dizer "Nem se nota, mas já é enorme! É o fruto do amor, é o segredo da vida, o porquê de estarmos neste mundo, o porquê de existirmos. É a Sementinha!"


Imagem retirada daqui

sábado, 11 de março de 2017

Desafio - Amor Próprio (Semana 2)

Lá tenho continuado com o Desafio que deixei aqui.
Vamos lá ver como correu esta semana.

Para a segunda semana do desafio as tarefas eram:
Dia 1: Escrever para onde iria no momento, se pudesse;
Dia 2: Uma foto minha a sorrir;
Dia 3: Ir para a cama 1 hora mais cedo e de manhã escrever como me sentia;
Dia 4: Uma foto minha com alguém que amo;
Dia 5: Escrever o nome de alguém que precise de perdoar e perdoá-la;
Dia 6: Fotografar um local onde adore estar;
Dia 7: Escrever uma memória do ano passado que me faça sentir bem.
















Dia 1: Para onde iria - Ser esta a tarefa num dia em que estava com dores de costas e tinha uma ida ao spa já marcada foi uma coincidência que calhou muito bem. Durante uma hora relaxei e senti-me tão bem, tão mimada, tão bem tratada. Nunca fui de grande contacto físico com outros, nem com os que me são mais próximos, mas há coisas que o meu corpo pede: banhos quentes e longos (duche ou imersão) e massagens. É engraçado porque há uns tempos li um estudo que relacionava a ausência de contacto físico com banhos quentes e isso fez-me todo o sentido.

Dia 2: uma foto a sorrir - Não gosto de selfies. Ou de qualquer fotografia programada e forçada. Não há como situações espontâneas para que os sorrisos e expressões genuínos nos façam mil vezes mais bonitos. Mas, desafio é desafio e lá fiz pelo sorriso. "Pensar em coisas divertidas! Nem que seja na parvoíce que isto é!". Foi com aquele exercício do riso, no final de tirar umas quantas selfies a rir, já me estava a rir das minhas próprias figurinhas e fiquei mais bem disposta para o resto do dia.

Dia 3: Ir para a cama mais cedo - Convenhamos que esta tarefa para uma grávida não é particularmente difícil. Já não me lembro se no primeiro trimestre me deram as soneiras, mas no terceiro estão a dar. Até me babo! Não tarda estou a ressonar (dizem que é normal). Portanto, um desafio que me diga "vai para a cama mais cedo" é encarado com a maior tranquilidade e concordância. A questão é que era pedido que de manhã escrevesse como me sentia: ora, tirando acordar uma hora mais cedo, não fez diferença nenhuma! Acredito que acordar 2 a 3 vezes por noite para ir à casa de banho e mais umas quantas porque a miúda está aos pontapés faça com que não haja grande diferença na manhã seguinte.

Dia 4: Uma foto com alguém que amo - Não ia andar atrás das pessoas para andar a tirar fotos para meter no blog. Essas pessoas já me acham suficientemente passada e não gostam destas coisas. Portanto, fui buscar uma foto do casamento em que não há grandes planos da pessoa que amo (uma das...). Devo dizer que, com a gravidez, descobri uma nova dimensão de amor em relação ao meu marido. Ainda não a sei explicar, acredito que outras mães me consigam compreender e explicar melhor. É um amar novo que ainda tenho de analisar e que me vai fazer observar o meu marido ao ponto de ele ficar desconfortável e me perguntar "estás a olhar assim para mim porquê?".

Dia 5: Alguém que precise de perdoar - Não há ninguém a quem perdoar. As pessoas que eu poderia perdoar já o foram, mesmo que me seja completamente impossível voltar a confiar ou apreciar a sua companhia. Se precisaram de perdão (quer o saibam, quer não), é porque as considerava extremamente próximas e que, de alguma forma, abusaram ou traíram a minha confiança, portanto estão perdoadas, mas não esquecerei nunca o que se passou, nem voltarei a confiar. Podem é contar que serei sempre educada e civilizada se nos cruzarmos.

Dia 6: Um local onde adore estar - Era suposto ser uma foto, mas esqueci-me. Confesso! Acho que, nesta semana, nem passei por nenhum dos locais onde adore estar e tenha pensado "adoro estar aqui". Portanto, troquei o modo da tarefa com a do dia seguinte e tornei-a numa tarefa reflexiva. Gosto de estar em tantos sítios, depende do sítio, se me apetece estar sozinha, se estou acompanhada, como me sinto... Não é uma coisa de "adoro estar na praia! Adoro estar no mato!". Estes até são maus exemplos para mim, gosto muito da natureza, mas detesto praia e detesto estar no meio do mato.

Dia 7: Uma boa memória do ano passado - Há dúvidas? Nem é preciso dizer mais. Houve muitas memórias, mas esta foi a que se evidenciou e que tenho a certeza que nunca esquecerei. Até porque o momento em que escolhi fazer este teste e em que contei ao meu marido teve a sua piada (mas isso fica para os artigos "A minha gravidez", que por sinal têm mais um capítulo na próxima quinta).



Esta semana foi assim, veremos o me espera esta.