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sexta-feira, 10 de abril de 2020

Viver em Recolhimento - Guia para Pais (praticável)


Desde meados de Março que a maioria de nós se encontra a viver numa situação de recolhimento domiciliário (ou isolamento, como lhe preferirem chamar).
Tem sido, para muitos, uma época de grande stress, de medos, de ansiedade, alimentados pelas incertezas do futuro. Não só o futuro em relação à nossa saúde, mas também em relação às nossas redes de suporte sociais e em relação à estabilidade profissional.

Como já percebemos, este cenário está para durar. É uma situação temporária, mas um temporário longo. Já falei aqui no blogue de como nos podemos tranquilizar em relação à informação com que somos constantemente bombardeados e do que consiste a vida em estado de emergência.
Tenho andado a ler a documentação que a Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) e a Direcção-Geral da Saúde (DGS) publicam e, até hoje, sempre os tenho considerado bastante bem elaborados, úteis e esclarecedores. No entanto, hoje decidi debruçar-me num documento de apoio às famílias, elaborado por estas duas entidades, intitulado "Famílias em isolamento durante a pandemia - kit de sobrevivência para pais". O documento é bom, mas vem acompanhado de dois calendários de actividades (um para crianças até aos 5 anos e outro para crianças até aos 14 anos). Sobre a dos 14 anos não me posso referir, pela falta de prática, mas a de até aos 5 anos deixarou-me frustrada. Porquê? Porque é impraticável, muito menos numa altura como aquela em que vivemos. E passo a explicar porquê.

A par das preocupações que já referi, muitas famílias deparam-se com a preocupação sobre o desenvolvimento dos filhos. Os nossos filhos estão em casa e tornámos-nos nos seus educadores formais, mesmo não tendo as habilitações necessárias. Não foi uma situação que escolhemos, mas uma situação que adveio da necessidade de gerir a pandemia.
De repente, todos somos pais a tempo inteiro. Não só pais a tempo inteiro, mas ao mesmo tempo, trabalhadores a tempo inteiro (e muitos não estão em teletrabalho).

A calendarização proposta pela OPP e pela DGS para crianças até aos 5 anos, não foi elaboradas por quem saiba o que é viver nestes termos. É impossível. A sensação que me dá é que pegaram num manual direcionado para educadores/professores e o adaptaram para os pais. Abri aquele documento cheia de expectativas positivas e caiu-me tudo.
É uma calendarização que começa às 07h15 e vai até às 20h30. Com 4 actividades estruturadas por dia. Não foi tida em consideração a necessidade de se arrumar a casa (algo que ocupa bastante tempo do nosso dia, mais ainda quando estamos permanentemente em casa), nem o tempo que é necessário para pensar, preparar e confeccionar refeições equilibradas. Menos ainda foi considerado que os pais não estão de férias, mas em casa, em teletrabalho.

Como quem me segue há mais tempo sabe, vivi, mais de dois anos, como mãe a tempo inteiro. Aquela calendarização parece feita por quem acha que ser pai a tempo inteiro é estar "alapado" no sofá a comer bombons enquanto os filhos andam por ali em auto-gestão e têm o auto-controlo de um adulto.
Bastou-me ler aquilo na diagonal para perceber que é um documento que não trará tranquilidade à maioria dos pais. Antes pelo contrário, contribuirá para o aumento do stress e frustração, e sensação de falha no seu papel. Não é justo, muito menos desejável.

Numa época como aquela que vivemos é fundamental protegermos a nossa saúde mental e, para isso, temos de fazer escolhas e facilitar a nossa vida, não dificultá-la, não adicionar mais preocupações ou stressPosto isto, aquela calendarização (e respectivo caderno de actividades) é um bom guia, mas não para ser seguido escrupulosamente.

Vou-vos dizer o que é mais importante nesta calendarização: manter as rotinas essenciais para o dia a dia e manter o brincar.

Manter as horas de acordar, de fazer as refeições, da sesta/descanso e do descansar. As rotinas são muito importantes para o nosso bem-estar, principalmente para as crianças. Elas buscam o previsível e estabilidade no seu quotidiano - é o que lhes dá tranquilidade, saberem o que vem a seguir. Aos fins de semana podemos ser um bocadinho mais relaxados nos horário, podem dormir mais um bocadinho, sair do pijama ou ir para a cama um pouco mais tarde. Até é bom para que haja uma distinção entre a semana e o fim de semana. Cuidado para não alterarem muito as horas, porque a imprevisibilidade, fome e cansaço costumam ser fonte de birras.
Se ainda não o fizeram ou não vos foi enviado, peçam à creche/JI/o que for, os horários dos pequenos e tentam mantê-lo. Os miúdos já estarão habituados a fazer as coisas nessas horas.

Actividades... Bem, o documento de que vos falei tem temas muito importantes para serem trabalhados, mas vou ser muito honesta: em vez de fazerem quatro actividades estruturadas por dia, comecem por uma e vão adaptando às vossas capacidades/tempo. Não se esqueçam é de variar a área temática. É importante trabalhar estas áreas do desenvolvimento, mas que este trabalho não vos comprometa o bem-estar mental e familiar.
De resto, estimulem a brincadeira das crianças. E brincar pode ter muitas formas: pode ser deixa-los sozinhos com os seus próprios brinquedos, pode ser ajudarem-vos a cozinhar ou a arrumar, a cuidarem  dos animais domésticos (por aqui a Carminho ajuda a dar comida às gatas e a limpar a caixa de areia, por exemplo). E também brincar com eles em algo que queiram, claro.
Metam música e deixem-nos dançar. E sim, podem pôr a música na televisão ou no computador. E podem deixá-los ver um pouco mais de televisão do que o desejável. Se ligar a televisão ou o computador é a única forma de conseguirem trabalhar uns bons minutos seguidos: que seja! Vivemos uma época excepcional que exige medidas excepcionais.

Temos de nos poupar. Somos os pais dos nossos filhos. Continuamos a ter de trabalhar, arrumar, cozinhar, lavar. Mais ainda agora que estamos todo o dia em casa.


Deixo-vos aqui os links dos documentos de que vos falei.
- "Famílias em isolamento durante a pandemia - kit de sobrevivência para pais" (link)
- "Calendário de actividades OPP/DGS até aos 5 anos" (link)
- "Calendário de actividades OPP/DGS até aos 14 anos" (link)
- "Sugestões de actividades para as famílias em isolamento com crianças" (link)


Também vos vou deixar aqui uns posters feitos pela OMS, com dicas de parentalidade, para quem perceber inglês. Parecem-me positivos e simples.

Fonte e ver maior
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quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Amamentar: Sonho ou Pesadelo? - Parte 2/3



Os bebés nascem com o reflexo de sucção, ou seja, nascem a saber mamar. O que podem não saber, e muitos não sabem, é a pegar bem na mama (e, consequentemente, a não magoar a mãe). Isto é uma terrível surpresa com que muitas mães se deparam. A terrível surpresa com que eu me deparei.
Enquanto estive na maternidade, não sei se por ainda me doer mais os pontos ou por ela não ter grande força, nem tive dores. Não tinha dores, mas ela fazia-me chupões, vergões ou lá o que ela fazia às minhas mama, que até ficavam em crosta.
"Não lhe dói?", perguntava espantada a enfermeira. "Não", respondia eu, sem perceber muito bem a pergunta e ainda sem saber da minha elevadíssima tolerância à dor.
Aconselharam-me mamilos de silicone que eu, muito toscamente, usava sempre que dava mama. Mamilos esses que, mais tarde, deitei fora porque não serviam para nada. Doía-me na mesma e, dor por dor, mais valia que a minha filha não mamasse em plástico.

Pouco depois de sair da maternidade é que a coisa começou a doer. Muito! E não era só durante a mamada. Era sempre! Durante uns 3 meses, não tive um momento sem dor, maior ou menor.
Ela pegava mal, por mais que eu fizesse exercícios próprios com ela ou que lhe ajustasse os lábios enquanto mamava. Pegava mal e, muitas vezes era de me fazer ir às lágrimas. De me fazer gritar, dar murros na cama, apertar a mão do Duarte com todas as minhas forças.
Sempre que se começava a aproximar a hora de mamar eu começava a ficar em pânico, a suar, a tremer por antecipação. Eu chorava, a Carminho chorava.
Era suposto a amamentação ser um momento bonito, sempre me venderam essa imagem. Sentia-me enganada, sentia-me desiludida.
Tinha medo de dar mama. O tempo entre mamadas parecia passar em milésimos de segundos e eu ficava apavorada de cada vez que tinha de dar mama. Só de pensar nisso tremia. Odiava dar mama. Entrava em tal estado de tensão, que a passava para a minha bebé. Ela mamava, mas pegava mal e, quando eu gritava, ela chorava porque se assustava. Eu não queria dar mama, eu não queria ter a minha bebé a mamar. Eu não estava a conseguir estabelecer o vínculo afectivo. 
Eu sabia que aquele amor mãe-bebé que tanto apregoam nem sempre vem com o parto, mas ele não estava mesmo a acontecer. A amamentação estava a impedir que eu me ligasse emocionalmente à minha bebé.

Os mamilos estavam a ficar cada vez mais doridos, porque não tinham tempo de recuperar entre mamadas. Dava as duas mamas em intervalos de 2h30 ou 3h00.
Ela fazia-me feridas nos mamilos, que iam formando umas crostas acastanhadas e que depois caíam no banho. Uma coisa estranhíssima.
Sempre que ultrapassava um problema, surgia outro. Sempre que eu pensava "agora é que isto vai melhorar"
Fui acompanhada de perto, e bem, por especialistas em amamentação, mas há coisas que dependem do bebé e a Carminho estava decidida em não pegar bem.
Às vezes não me doía e, ao verem a pega, as especialistas perguntavam "não te dói?", mas a certa altura eu já não sabia responder. Não sabia se já me tinha habituado à dor, sabia que ela estava a pegar mal e que era suposto doer, mas eu não sentia dor.



A recuperação pós-parto foi lenta e dolorosa. Eu não me conseguia mexer por causa das dores e o único momento em que conseguia fazer de mãe era marcado por pura tensão, ansiedade, stress... tudo. Não queria que chegasse o único momento em que eu podia ser mãe, odiava-o.
Demorou quase um mês até conseguir andar e sentar-me sem grandes dores (as dores ainda continuaram mais umas semanas, mas era suportáveis). Durante esse tempo, por causa de um misto de dor e de inexperiência, eu só conseguia dar mama deitada de lado. Recostar-me doía e sentar-me era impossível. O único sítio onde me conseguia sentar sem dores era num cadeirão do trabalho da minha tia.
Assim que me consegui sentar, e depois de um episódio nas urgências por causa de um ponto infectado, decidi que tinha de treinar em casa a dar mama em todas as posições: deitada, recostada, sentada, em pé. Não voltaria a estar numa situação em que não me pudesse deitar e não conseguisse amamentar.

Houve uma vez em que ela afastou a boca e escorria sangue. Não doía, mas era muito estranho.
Noutra situação, só ao fim de 40 minutos de dar mama é que reparei que o mamilo de silicone se tinha desviado e que ela tinha acabado de arrancar um bocado de carne da auréola com a sucção. Esse bocado de carne ficou pendurado e no espaço de 24h ficou preto e acabou por cair. Também não senti dor e quando falei com as especialistas elas disseram nunca ter visto nada assim. Acabei a dar autorização para que a fotografia da minha mama fosse usada em cursos sobre amamentação.
Descobri algo que eu nunca tinha pensado ser possível: bolhas nos mamilos. Há bolhas de leite e há bolhas de sangue. Eu tive das duas. É o mesmo princípio das bolhas nos pés. Algo ali a roçar na pele (neste caso a má pega) e que depois provoca bolha. Normalmente são na parte exterior dos ductos mamários e é por isso que ficam com leite ou com sangue. A enfermeira picou-me umas com uma agulha (não dói nada), só para eu aprender no caso de ser necessário, mas normalmente os bebés tratam delas enquanto mamam.
Sofria (e ainda sofro) do fenómeno de Raynaud - os mamilos ficam brancos e provoca dor mesmo quando não se está a amamentar, principalmente quando expostos aos frio. Eu sabia que sofria de Raynaud nas mãos e nos pés quando está frio. Aparentemente, é extensível aos mamilos.
Tomar banho era uma "maravilha", o primeiro toque da água a escorrer pelos mamilos fazia-me contrair de dor, agora imaginem quando fazia banhos quentes por causa da subida do leite. Lá ia eu, de madrugada, chorar para o banho. Menos mal quando optávamos por, em vez do banho, colocar panos de água quente nas mamas antes de amamentar.
Roupa a roçar nos mamilos então era um horror. Optei por usar as conchinhas, o que era uma chatice porque passava a noite a entornar as conchinhas e a acordar encharcada. Mas dizem ser o mais seguro em termos de problemas nas mamas - para evitar fungos e essas coisas devido ao mamilo ficar húmido durante muito tempo.



Numa manhã, olhei-me ao espelho depois do banho e reparei que metade da mama direita estava demasiado vermelha. Apalpei-me, senti uma parte dura à volta do mamilo, mas não doía. Pensei que a vermelhidão pudesse ser do banho e desvalorizei. Falei com a minha tia por telefone: a Carminho tinha de esvaziar a mama, antes que a parte dura ficasse pior. Como não me doía, não pensei muito nisso.
Dois dias depois, a Carminho não estava a ser bem sucedida a esvaziar completamente a mama. Continuava a sentir a parte dura, a vermelhidão continuava e agora tinha dois altos junto ao mamilo, voltou a sair bastante sangue enquanto ela mamava, a pega estava a ficar cada vez mais insuportável e o leite era salgado (sim, provei o meu próprio leite - várias vezes).
Comecei a ver o filme todo na minha cabeça e em novas conversas começámos a perceber que poderia ser uma mastite. O estranho era não ter dores, nem febre, que são dos sintomas mais comuns da mastite. Arranjaram-me uma consulta com uma médica especialista para o dia seguinte, mas entretanto deveria ir às urgências da Maternidade Alfredo da Costa.

Triagem da MAC.
"Acho que estou com uma mastite", a enfermeira olha para mim e pergunta "Tem dores?", "Nem por isso.", "Tem febre?", "Não, mas eu nunca tenho febre.", "Ok. É só aguardar pela consulta.". Nem olhou para a minha mama, o que eu estranhei.
Sou chamada para a consulta. "Ora, então diz aqui que está com muito leite. É isso?", "Errrr... não, é mastite mesmo!". Então eu digo à enfermeira que tenho acho que tenho uma mastite e ela escreve "muito leite"? A médica observa-me e confirma o nosso diagnóstico. Prescreve-me anti-inflamatório e antibiótico, dali a 2 dias tinha de voltar às urgências.

No dia seguinte tive a consulta com a médica especialista em lactação, a Dr. Mónica Pina. Não só tinha uma mastite, como já tinha feito abscesso. "Vá já para as urgências. Não espere por amanhã, porque isso pode dar graves complicações". Tinha de ser drenado com urgência e explicou-me diversos procedimentos de como retirar o abscesso, para que eu pudesse optar pelo menos invasivo possível.

sábado, 27 de maio de 2017

Desafio - Minimalismo e Ansiedade (Semana 5)

Fonte

Escrevo-vos isto às 03h00 de dia 24 de Maio, dia 33 do desafio (ou madrugada)! Entre umas fabulosas dores de costas, que nem sei se têm contracções pelo meio. É capaz.
Estou sentada a balançar-me na bola de exercício e, quando acabar de escrever isto, vou tomar um banho quente para tentar perceber se são só dores de costas ou se está na hora!

Dia 29: Ir caminhar e reflectir - Fui acompanhada, por uma amiga, fazer uma caminhada enquanto os nossos maridos viam o jogo do Benfica. Por acaso acabámos por reflectir um bocado sobre a vida, sobre experiências que tivemos, sobre pessoas que conhecemos, sobre o futuro. Nos últimos tempos reflectir sobre o futuro é algo que tenho feito com bastante frequência.

Dia 30: Nada de televisão, só ler - Falhei, falhei redondamente. Não vi muito, mas vi. E só não vi mais porque adormeci entretanto. (uuuuuui - acho que é uma contracção... inspiiiiira, expiiiiiira... zeeen...)

Dia 31: Ir correr/caminhar - Pois... correr não deu. Mas andei um bocadito, subi 9 andares de escadas e fiz exercícios na bola de exercícios. Isto tudo para ver se a miúda se põe a mexer.


Dia 32: Ser agradecido - Fui agradecida. Aliás, se há coisa que aprendi é a ser agradecida por tudo: por quem tenho junto a mim e pelo que consegui na minha vida. Não sou agradecida a nenhuma entidade em particular, mas sou agradecida. Até porque estou num lugar tão bom na minha vida, que é mais fácil piorar do que melhorar (sem contar com o nascimento da Mini Mi - que parece bastante iminente neste momento).

Dia 33: Nada de maquilhagem - Neste momento são 03h30 da manhã. Madrugada de 23 para 24 de Maio. Estou no meio da sala, a actualizar este artigo, enquanto dou pulinhos na bola de exercício e tento perceber se as dores que sinto são contracções ou só dores de costas.
Duvido mesmo muito que, nas próximas 21h30 me apeteça usar maquilhagem ou pense nisso sequer. Principalmente a confirmarem-se as contracções. Mesmo que não sejam acho que vou é passar o dia a hibernar.
Ah! Puxa - enjoos e cólicas? Mesmo o que eu precisava neste momento. Vamos lá a relaxar, a respirar, a ir para zen e obedecer ao corpo. E ir tomar um banho quente. Decididamente, um banho quente.


Dia 34: Limpar a gaveta das tralhas - 

Dia 35: Identificar os meus gatilhos de stress

sábado, 20 de maio de 2017

Desafio - Minimalismo e Ansiedade (Semana 4)




O primeiro dia do resto da minha vida está quase a chegar!
Mas consegui concluir a quarta semana 😀

Dia 22: Organizar para aprender uma nova skill - Tenho estado neste registo há uns mesitos, não é verdade? Se não tem a ver com bebés, nesta fase, nem quero saber! Não há tempo para essas coisas!




Dia 23: Não comprar nada durante 24h - Nem saí de casa. Pelo que não custou nada! Ser domingo ajudou bastante. O Duarte ter aparecido em casa lesionado, ainda mais!

Dia 24: Avaliar hábitos diários - Tenho andado um bocado mais desleixada, é verdade. E tenho reparado nisso, mas já comecei a fazer um esforço para me organizar um bocadinho. Mas ando tão mole e tão cansada... Estou no final da gravidez, tem de haver algum desconto. Daqui a uns dias é que tenho de avaliar (e de que maneira!) os meus hábitos diários.

Dia 25: Ficar offline durante um dia - Impossível. Toda a gente sabe que estou sempre ligada. Nesta fase, se ficar um dia sem ir à net ou dar o mínimo de sinal de vida no FB, Instagram ou blogue, vai ficar tudo a achar que já entrei em trabalho de parto (TP). Além do mais, quando entrar em TP, cheira-me que não será muito difícil ficar um dia afastada da internet.




Dia 26: Fazer apenas uma tarefa de cada vez - Também já me é difícil o multi-tasking. E acabei em repouso. 
Decidi que tinha de fazer umas compritas: ia ao celeiro, à farmácia e à mercearia. Tudo para me orientar para a ida para a maternidade e para o pós-parto (li umas receitas de uns pensos com aloe vera e mais umas coisinhas, que serão boas para a recuperação lá em baixo e decidi deixar já prontas.) Cada um destes sítio é a menos de 100m de casa, mas acabei a andar cerca de 500m. Não é nada de extraordinário, mas quando regressei a casa fui à casa de banho e lá estava um bocado de rolhão mucoso. Um dos primeiros sinais de TP. Como só quero que aconteça a partir do próximo domingo (vá, sábado à noite já posso ir para a maternidade, que o parto leva tempo), lá fui eu deitar-me. "Not today!!"

Dia 27: Não ter nada planeado durante um dia - Já não há cá planos que tenham mesmo de ser cumpridos, mas combinei um jantar com alguns amigos, num restaurante ao lado de casa e que gosto muito (a Hamburgueria 21 - aconselho!). Todas as quintas há uma tertúlia cá em casa, embora nos tenhamos desleixado um bocado, e combinámos que não poderíamos falhar esta que, em princípio, será a última sem a companhia de um bebé.

Dia 28: Tomar um banho quente - Pois é! O banho quente estava a ser feito todos os dias. No entanto, desde a noite anterior que comecei a perder líquido, pelo que não sabia se era o rolhão mucoso ou amniótico. Se fosse líquido amniótico implicava ruptura da bolsa, logo não era conveniente tomar banho por causa de risco de infecções.

E pronto, assim se passou mais uma semana de desafio.
Que venha a quinta!






sábado, 13 de maio de 2017

Desafio - Minimalismo e Ansiedade (Semana 3)

Fonte
Oh yeah! Chegámos à terceira semana! 'boa lá!!
Devo dizer que, para quem pode entrar em trabalho de parto a qualquer momento, estou super tranquila. Se calhar é por isso que ela também não tem grande pressa em saltar cá para fora.

Dia 15: Limpar os favoritos - Tinha 7 páginas guardadas. Já eram poucas, mas apaguei três, deixando apenas os que uso todos os dias e que escuso estar a escrever sempre: Blog, Facebook, Instagram e Pinterest. Acabaram por se tornar instrumentos de trabalho deste blog.
A título de curiosidade deixo-vos os três que apaguei: Vintage is for lovers, Rotulagem Nutricional e Caderno do Bebé (GIF). 

Dia 16: Fazer umas palavras cruzadas - Nem vos consigo explicar o quanto desgosto de palavras cruzadas. Nunca gostei! Prefiro um sudoku ou outra coisa qualquer... Detesto palavras cruzadas, mas pronto. Tem de ser, tem de ser.
Escrevi "palavras cruzadas" no Google e fui para a primeira página que me apareceu. Preenchi umas quantas e dei por despachada concluída esta tarefa.



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Dia 17: Apreciar a solidão - Sempre que posso! Sempre gostei de ter os meus momentos de solidão e sempre me dei bem com isso. Esta tarefa serviu para me aperceber que agora, mais do que nunca, tenho mesmo de aproveitar todos os momentos em que consigo estar só, porque daqui a uns dias será mesmo muito difícil. E, mesmo aí, terei de pensar em formas de o conseguir.

Dia 18: Nada de e-mail ou redes sociais até à hora de almoço - Confesso que foi um bocado difícil. Até porque fomos à consulta semanal na MAC e ficar numa sala de espera sem recorrer ao telemóvel é difícil! Mas pronto, há outras apps e há "people watching", que é uma actividade que muito me entretém. Há quem goste de observar pássaros ou outros animais, eu gosto de observar pessoas e imaginar as suas histórias. Como abomino sítios cheios de gente, é algo que me distrai e acaba por acalmar.



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Dia 19: Avaliar compromissos que se tenha - Neste momento só tenho um único compromisso: a Miminho. Tirando isso, os compromissos que tenha não são inadiáveis ou impossíveis de cancelar. Mas esta semana só me falta cumprir um compromisso: fazer a visita à maternidade na sexta! De resto, tenho conseguido tudo. Ontem fui arranjar as sobrancelhas e hoje fui cortar e tratar das mãos/pés/cabelo. Sabe-se lá quando voltarei a ter forças para tratar de mim.

Dia 20: Definir objectivos para este ano - Parir, cuidar da minha filha, pôr a casa nova a arrendar, continuar com o blog, voltar ao mercado de trabalho.

Dia 21: Limpar o armário - Epá, foi impossível não me lembrar desta música.




sábado, 6 de maio de 2017

Desafio - Minimalismo e Ansiedade (Semana 2)

Esta é a segunda semana do desafio que me irá acompanhar durante o tempo final da gravidez.
A ver se surte algum efeito e me deixa menos ansiosa.
Como já avisei, na semana passada, se repararem que ficou a meio é porque a miúda decidiu que estava na altura de vir cá para fora.


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Dia 08: Dizer coisas positivas a ti própria - "tu não estás gorda, estás uma barriguda elegante!", é uma das coisas que digo com alguma frequência. E é verdade, não me posso queixar. As outras coisas positivas são mais na onda do "tu consegues fazer isto ou aquilo", "vais ser uma mãe do caraças", "vais aguentar as dores do parto, mesmo que não tenhas aguentado as de um mísero cotonete" (fiz o exsudado vaginal no outro dia e não foi fixe).

Dia 09: Deitar cá para fora o que te entope - Podia fazer tantas piadas com isto, neste momento...
Na realidade, nunca tive dificuldades em dizer o que me vai na alma. Aliás, cheguei a um ponto em que devia aguentar mais as coisas cá dentro. As coisas mais pessoais, os meus fantasmas, assuntos que ainda não estou preparada para expôr num blog, tenho desabafado com o Duarte.


Dia 10: Criar uma rotina de deitar relaxante - Passei o banho de imersão para a noite e a rotina de deitar passou a ser do melhor que há.
Banho de imersão, morno durante 15 minutos, igual ao que descrevi na semana passada. A seguir limpo a minha pele com água micelar, tónico de hamamelis e água de rosas, e creme de noite de rosas. Esta semana até fiz um upgrade: como estava a sentir e a ver a minha pele um pouco pior do que o costume, decidi fazer-lhe uma limpeza com óleos essenciais antes da aplicar os restantes produtos. Fiquei com a pele tão lisinha e macia outra vez. É pena que com a gravidez não possa fazer mais vezes, mas prefiro não arriscar.
A seguir vem a cereja no topo do bolo: uma massagem feita pelo marido. Para evitar as estrias, aplico creme de manhã e à noite. Mas à noite, como uma rotina de casal e  de forma a que o Duarte participasse nestas coisas, é ele que me espalha o creme no corpo e faz uma massagem. É tão bom ❤
Portanto: banho de imersão + limpeza de pele + massagem. Acho que fui bem sucedida nesta rotina de deitar relaxante. É aproveitar ao máximo enquanto posso!
A verdade é que até ao momento não me posso queixar de dormir mal e já vamos na 37ª semana de gravidez. Claro que me acordo várias vezes durante a noite, seja para ir à casa de banho ou mudar de posição, mas não me tem causado grande incómodo.

Dia 11: Nada de queixas por um dia - Foi difícil. Grávida de 37 anos e a passar um dia inteiro a tratar de assuntos. Foram 12 horas a andar de um lado para o outro. Felizmente a Miminho portou-se muito bem e ela própria aderiu ao desafio não se queixando!


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Dia 12: Limpar a vida digital - Neste dia nem passei muito tempo ligada ao mundo digital. Estava tão derreada do dia anterior que me limitei a ir à minha aula de ginástica (que foram, basicamente, só alongamentos) e a passar o dia estendida e deitada entre a cama e o sofá. Mas esta tarefa já a faço constantemente, pelo que também não havia grande coisa a limpar.

Dia 13: Escrever um diário - Todos os dias o faço com este blogue. Pode ainda não estar disponível, mas tenho escrito  o que se vai passando nestes tempos de grávida. Já está escrito o artigo sobre o segundo trimestre e o terceiro trimestre vai sendo escrito até ao dia do parto. O terceiro artigo sobre a minha gravidez, tal como este desafio, já tem a sua publicação agendada. Mas vão servindo como diário. Acho que me tem ajudado a lidar com estas coisas. Não me posso queixar muito da minha gravidez, pelo menos da parte do stress e ansiedade. Tenho estado bastante tranquila. E acho que este blogue me tem ajudado. O blogue e ter mais coisas com que me ocupar e que me impedem de viver exclusivamente para a gravidez: vão-me distraindo.
Dia 14: Diminuir a quantidade de produtos de beleza utilizados - Eu já uso o mínimo! E a maioria dos produtos, 5 em 7, são biológicos/orgânicos (faço sempre confusão com estes termos), comprados no celeiro. As únicas excepções são a água micelar e o creme anti-estrias.
Cabelo: Champô e condicionador - Só! Nada de cremes para não sei o quê, de alisar, de tratamento, do raio que o parta. É champô no cabelo que está em contacto com a cabeça e condicionador nas pontas. Está feito. Está óptimo e lavo 1 a 2 vezes por semana, não é preciso mais.
Cara: Água micelar para limpar, tónico e creme. Antes de engravidar, fazia uma ou duas vezes por semana uma limpeza com óleos (explico aqui como fazia o MLO, que agora mudou um bocadinho porque uso uma nova receita). Tenho acne e rosácea, quando engravidei tive imenso medo de que a mudança hormonal despoletasse uma crise, mas a minha pele continua impecável (conto aqui parte da minha história dos problemas de pele).
Corpo: Desodorizante e creme anti-estrias. O creme anti-estrias uso de manhã e à noite! Até ao momento, não me posso queixar. Estou a fazer figas!
É impossível diminuir mais a quantidade de produtos que uso. O que às vezes faço à noite, quando sinto que a pele esteve mais oleosa durante o dia, é não usar o creme, apenas limpo com a água micelar e o tónico. No dia seguinte já está tudo equilibrado.


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E pronto! Foi assim a minha semana de desafio.
Aliás, desafioS! Neste momento são dois: este e manter a Miminho no forno mais uns tempos.
Vamos lá torcer para completar mais uma semana destes desafios!


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